Benjamin: O pensador vagabundo (YouTube – ATEI y A Parte Rei)

Existência da linguagem

(…) Mas existência da linguagem não se estende apenas aos campos da expressão espiritual humana, à qual linguagem sempre é inerente em sentido estrito, mas se estende a simplesmente tudo. Não há acontecimento ou coisa na natureza orgânica ou inorgânica, que não faça parte da linguagem de algum modo, pois é essencial a cada um … Continuar a ler

Tempo messiânico

“O Historicismo contenta-se em estabelecer um nexo causal entre os diversos momentos da história. Mas nenhum facto, meramente por ser causa, é só por isso um facto histórico. Ele se transforma em facto histórico postumamente, graças a acontecimentos que podem estar dele separados por milénios. O historiador consciente disso renuncia a desfiar entre os dedos … Continuar a ler

O mito de um contínuo progresso da humanidade…

“Evidentemente, Benjamin não nega que os conhecimentos e as atitudes humanas progrediram (ele o afirma explicitamente nas Teses); o que ele recusa obstinadamente e apaixonadamente, tanto no Passagen-Werk quanto nos outros escritos de seus últimos anos, é o mito – em sua opinião, mortalmente perigoso – de um progresso da própria humanidade, que resulta necessariamente … Continuar a ler

O anjo melancólico

“Sob a influência de Saturno, como o apresenta o seu amigo Gershom Scholem, na sua bela obra Walter Benjamin e o seu Anjo, Benjamin deixou-se fascinar pela modernidade, como tantos autores da sua época. Sentimento ambíguo, tecido duplamente pelo fio de um horror (o qual sentimos perpassar na sua obra), que corresponde ao reconhecimento das … Continuar a ler

«A técnica tentou realçar os traços heróicos do rosto do idealismo alemão»

“Com lança-chamas e trincheiras, a técnica tentou realçar os traços heróicos do rosto do idealismo alemão. Foi um equívoco. Porque os traços que ela julgava serem heróicos eram na verdade traços hipocráticos, ou seja, os traços da morte. Por isso, profundamente impregnada por sua própria perversidade, a técnica modelou o rosto apocalíptico da natureza e … Continuar a ler

Obras de Walter Benjamin

Algumas obras acessíveis (em Portugal) de Walter Benjamin: v  Origem do Drama Trágico Alemão v  Imagens de Pensamento v  Work Of Art In The Age Of Mechanical Reproduction   v  Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política   v  Aesthetics And Politics   v  Essays On Charles Baudelaire v  Reflexões Sobre a Criança, o Brinquedo e … Continuar a ler

A intuição e a verdade

“O ser das ideias não pode ser simplesmente concebido como objecto de uma intuição, nem sequer da intuição intelectual. Pois nem sequer na sua formulação mais paradoxal, a que a apresenta como intellectus archetypus, a intuição é capaz de penetrar o modo particular como a verdade se dá, e graças ao qual se mantém fora … Continuar a ler

A locomotiva da história

“Marx disse que as revoluções são a locomotiva da história. Mas talvez as coisas se apresentem de modo muito diverso. Pode ser que as revoluções sejam a accão, da humanidade que viaja nesse comboio, de puxar urgentemente os freios.” Walter Benjamin (1892-1940)

A herança da linguagem humana

“(…) O nome como parte da herança da linguagem humana (…) garante que unicamente a linguagem é a essência espiritual do homem; e apenas por isso é que a essência espiritual do homem é exclusivamente partilhável entre todas as essências espirituais. Isso fundamenta a diferença entre a linguagem humana e a linguagem das coisas. Porém, … Continuar a ler

Reprodutibilidade

“Fazer com que as coisas “sejam mais próximas” é uma preocupação tão apaixonada das massas modernas como a sua tendência para superar o carácter único de todos os factos através da sua reprodutibilidade. Cada vez é mais irresistível a necessidade de possuir o objecto, tão perto quanto possível, através da imagem, ou antes, da sua … Continuar a ler

Diversão e devoção

“Afirma-se que as massas procuram na obra de arte distracção, enquanto o conhecedor a aborda com recolhimento. Para as massas, a obra de arte seria objecto de diversão, e para o conhecedor, objecto de devoção (…). A distracção e o recolhimento representam um contraste que pode ser assim formulado: quem se recolhe diante de uma … Continuar a ler

A linguagem do homem

“O homem comunica sua própria essência espiritual na sua linguagem. Mas a linguagem do homem fala por palavras. O homem comunica, pois, a sua própria essência espiritual (na medida em que é comunicável) denominando todas as outras coisas.” Walter Benjamin (1892-1940)

As grandes metrópoles

“(…) o homem civilizado das grandes metrópoles retorna ao estado selvagem, isto é, a um estado de isolamento. O sentido de estar necessariamente em relação com os outros, a princípio continuamente reavivado pela necessidade, torna-se pouco a pouco obtuso, no funcionamento sem atritos do mecanismo social. Cada aperfeiçoamento desse mecanismo torna inúteis determinados hábitos, determinados … Continuar a ler

A coroa destinada à experiência

 . “Na vida, quanto mais cedo se formula um desejo, tanto maiores são as suas perspectivas de realização. Quanto mais um desejo remonta no tempo, tanto mais se pode esperar a sua concretização. Mas aquilo que reporta ao tempo passado é a experiência, é o que o preenche e articula. Por isso, o desejo realizado … Continuar a ler

Bens culturais

“Os dominadores num certo momento histórico são (…) herdeiros de todos aqueles que alguma vez já venceram. Assim sendo, a identificação com o vencedor acaba sempre por beneficiar o detentor do poder. (…) Quem até esta data sempre obteve a vitória participa da grande marcha triunfal que o dominador de hoje celebra por cima daqueles … Continuar a ler

«percepção qualitativa da temporalidade…»

“Procurando as raízes, os fundamentos metodológicos de tal incompreensão catastrófica, que contribuiu para a derrota do movimento operário alemão em 1913, Benjamin ataca a ideologia do progresso em todos os seus componentes: o evolucionismo darwinista, o determinismo de tipo científico-natural, o otimismo cego – dogma da vitória “inevitável” do partido – e a convicção de … Continuar a ler

A proposta surrealista

“Em todos os seus livros e iniciativas, a proposta surrealista tende para o mesmo fim: mobilizar para a revolução as energias da embriaguez. Podemos dizer que é essa sua tarefa mais autêntica. Sabemos que um elemento de embriaguez está vivo em cada acto revolucionário, mas isso não basta. Este elemento é de carácter anárquico. Privilegiá-lo … Continuar a ler

O conceito da história em Benjamin

«A história é objecto de uma construção cujo lugar não é o tempo homogéneo e vazio, mas um tempo saturado de “agoras”. Assim, a Roma antiga era para Robespierre um passado carregado de “agoras”, que ele fez explodir do continuum da história.» Walter Benjamin (1892-1940) In.: “Sobre o conceito da história”

«Evolução secular das forças produtivas»

“A arte de narrar está a definhar porque a sabedoria – o lado épico da verdade – está em extinção. Porém, esse processo vem de longe. Nada seria mais tolo que ver nele um ‘sintoma de decadência’ ou uma característica ‘moderna’. Na realidade, esse processo, que expulsa gradualmente a narrativa da esfera do discurso vivo … Continuar a ler