A língua, esse objecto em que se inscreve o poder

“(…) o poder está presente nos mais finos mecanismos do intercâmbio social: não somente no Estado, nas classes, nos grupos, mas ainda nas modas, nas opiniões correntes, nos espectáculos, nos jogos, nos desportos, nas informações, nas relações familiares e privadas, e até mesmo nos impulsos libertadores que tentam contestá-lo (…) Plural no espaço social, o … Continuar a ler

História e Fotografia

…” As sociedades antigas encontraram um meio de fazer com que a memória, substituto da vida, fosse eterna e que, pelo menos, a coisa que falava da Morte fosse ela própria imortal: era o monumento. Mas, fazendo da Fotografia, mortal, o testemunho geral e como que natural “daquilo que foi”, a sociedade moderna renunciou ao … Continuar a ler

Na nongésima nona noite…

“Um mandarim estava apaixonado por uma cortesã. «Serei  tua», disse ela, «quando tiveres passado cem noites, sentado num banquinho, a esperar por mim, no meu jardim, debaixo da minha varanda». Na nongésima nona noite o mandarim levantou-se, pôs o banquinho debaixo do braço e foi-se embora.” . Roland Barthes (1915-1980) In.: “Fragmentos do discurso amoroso” … Continuar a ler

o leitor é um homem sem história, sem biografia, sem psicologia

“Assim se recicla o ser total da escrita: um texto é feito de escritas múltiplas, saídas de várias culturas e que entram umas com as outras em diálogo, em paródia e em contestação; mas há um lugar em que esta multiplicidade se reúne, e esse lugar não é o autor é o leitor: no leitor … Continuar a ler