Literatura

(em português-br) “A nós, que não somos nem cavalheiros da fé nem super-homens, não resta, se posso dizê-lo, mais que trapacear com a língua, que trapacear a língua. Essa trapaça salutar, essa esquiva, esse engodo magnífico, que permite escutar a língua fora-do-poder, no esplendor de uma revolução permanente da linguagem, chamo-a, de minha parte, literatura.” … Continuar a ler

Frases – Roland Barthes

  “No mundo actual, toda a técnica de diminuir a velocidade tem algo de progressista” Roland Barthes (1915-1980)

A sentimentalidade do amor

“Desacreditada pela opinião moderna, a sentimentalidade do amor deve ser assumida pelo sujeito amoroso como uma transgressão forte, que o deixa sozinho e exposto; por uma reviravolta de valores, é justamente essa sentimentalidade que constitui hoje o obsceno do amor” Roland Barthes (1915-1980)

O fragmento (o haicai, a máxima, o pensamento, o pedaço de diário)

(em português-br) “Tenho a ilusão de acreditar que, ao quebrar meu discurso, cesso de discorrer imaginariamente sobre mim mesmo, atenuo o risco de transcendência; mas como o fragmento (o haicai, a máxima, o pensamento, o pedaço de diário) é finalmente um gênero retórico, e como a retórica é aquela camada da linguagem que melhor se … Continuar a ler

“Que resta das formas da antiga literatura?”

(em português-br) «A literatura foi um objeto definido historicamente por um certo tipo de sociedade. Mudando a sociedade, inelutavelmente, seja em um sentido revolucionário, seja em um sentido capitalista, a literatura (no sentido institucional, ideológico e estético que recentemente dávamos a essa palavra) passa: ela poderá abolir-se completamente ou modificar a tal ponto suas condições … Continuar a ler

Le plaisir du texte – Roland Barthes (1973) / Entrevista a Roland Barthes – O prazer do texto (em francês)

Le plaisir du texte – Roland Barthes (1973) Entrevista a Roland Barthes – O prazer do texto  (em francês)

“Uma vez que a linguagem nada garante…”

“(…) os signos não são provas, pois qualquer pessoa os pode produzir, falsos ou ambíguos. Daí resulta depreciar-se, paradoxalmente, a omnipotência da linguagem; uma vez que a linguagem nada garante, tomarei a linguagem por única e última garantia: não acreditarei mais na interpretação.” Roland Gérard Barthes (1915-1980)

A leitura da fotografia

(em português-br) «Graças ao seu código de conotação, a leitura da fotografia é, portanto, sempre histórica; ela depende do “saber” do leitor, exatamente como se se tratasse de uma língua verdadeira, inteligível somente se aprendemos os seus signos. Em resumo, a ‘linguagem’ fotográfica não deixaria de lembrar certas línguas ideográficas, nas quais estão misturadas unidades … Continuar a ler

O prazer do texto

(em português-br) “O prazer do texto comporta também uma volta amigável do autor. O autor que volta não é por certo aquele que foi identificado por nossas instituições (história e ensino da literatura, filosofia, discurso da Igreja); nem mesmo o herói de uma biografia ele é. O autor que vem do seu texto e vai … Continuar a ler

“O discurso de todo poder: o discurso da arrogância”

(em português-br) «A “inocência” moderna fala do poder como se ele fosse um: de um lado, aqueles que o têm, deoutro, os que não o têm; acreditamos que o poder fosse um objeto exemplarmente político; acreditamos agora que é também um objeto ideológico, que ele se insinua nos lugares onde não o ouvíamos de início, … Continuar a ler

“As ciências não são eternas”

(em português-br) “(…) as ciências (pelo menos aquelas de que tenho alguma leitura) não são eternas: são valores que sobem e descem numa Bolsa, a Bolsa da História: bastaria lembrar, a esse respeito, a sorte bolsista da Teologia, discurso hoje exíguo e, no entanto, outrora ciência soberana, a tal ponto que a colocavam fora e … Continuar a ler

“Não pode então haver liberdade senão fora da linguagem”

(em português-br) “Na língua (…) servidão e poder se confundem inelutavelmente. Se chamamos de liberdade não só a potência de subtrair-se ao poder, mas também e sobretudo a de não submeter ninguém, não pode então haver liberdade senão fora da linguagem. Infelizmente, a linguagem humana é sem exterior: é um lugar fechado.” Roland Barthes (1915-1980)

A intensidade do sentimento de plenitude analógica na fotografia.

(em português-br) “(…) em suma, de todas as estruturas de informação, a fotografia seria a única a ser exclusivamente constituída e ocupada por uma mensagem denotada, que absorveria completamente o seu ser; perante uma fotografia, o sentimento de denotação, ou se preferirmos, de plenitude analógica, é tão intenso que a descrição de uma fotografia é … Continuar a ler

Um entrelaçamento perpétuo

(em português-br) “Texto quer dizer Tecido […] nós acentuamos agora, no tecido, a idéia gerativa de que o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido – nessa textura – o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolvesse ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.” Roland … Continuar a ler

“A escrita é destruição de toda a voz, de toda a origem”

(em português-br) “Na novela Sarrasine, falando de um castrado disfarçado em mulher, Balzac escreve esta frase: ‘Era a mulher, com os seus medos súbitos, os seus caprichos sem razão, as suas perturbações instintivas, as suas audácias sem causa, a suas bravatas e a sua deliciosa delicadeza finura de sentimentos’. Quem fala assim? Será o herói … Continuar a ler

Onde o saber reflecte incessantemente sobre o saber.

(em português-br) “A ciência é grosseira, a vida é sutil, e é para corrigir essa distância que a literatura nos importa. (…) através da escritura, o saber reflete incessantemente sobre o saber, segundo um discurso que não é mais epistemológico mas dramático.” Roland Barthes (1915-1980)

Roland Barthes, Mythologies (1957) / Roland Barthes, Mitologias (1957) – em francês

Roland Barthes, Mythologies (1957) / Roland Barthes, Mitologias  (1957) – em francês    

Exploração económica da erotização

(em português-br) «O autor é uma personagem moderna, produzida sem dúvida pela nossa sociedade, na medida em que, ao terminar a idade Média, com o empirismo inglês, o racionalismo francês e a fé pessoal da Reforma, ela descobriu o prestigio pessoal do indivíduo, ou como se diz mais nobremente, da “pessoa humana”. É pois lógico … Continuar a ler

Personalidade do mês de Outubro de 2012: Roland Barthes (1915-1980)

“(…) a matéria da semiologia será o mito, a narrativa, o artigo de imprensa, os objectos da nossa civilização desde que sejam falados…” Roland Gérard Barthes (1915-1980)

A mitologia e a linguagem

“(…) a mitologia tenta recuperar, sob as inocências da vida relacional mais ingénua, a profunda alienação que essas  inocências têm por função camuflar. Esse desvendar de uma alienação é, portanto, um acto político: baseada numa concepção responsável de linguagem, a mitologia postula, deste modo, a liberdade dessa linguagem.” Roland Barthes (1915-1980)