James Tobin: «nada é mais perigoso»!

“James Tobin (1918-2002) terá dito a Robert Nozick (1938-2002) que «nada era mais perigoso que um filósofo que sabia um bocadinho de economia». Ao que este teria replicado: «a não ser um economista que não sabe nada de filosofia».

o Estado mais extenso

Robert Nozick (1938-2002)], autor do livro Anarquia, Estado e Utopia, (…) 1974, está convicto, (…), que "a questão fundamental da filosofia política que precede qualquer outra, sobre como o Estado deve ser organizado, é se ele deve ou não existir".  A obra de Nozick move-se contra duas frentes: o Estado Máximo dos defensores do "Estado … Continuar a ler

O recurso de Nozick à filosofia moral kantiana

A teoria nozickiana [Robert Nozick (1938-2002)] da justiça fundamenta-se na exigência kantiana — expressa na terceira fórmula do imperativo categórico — de tratar as pessoas como fins em si mesmas e não como meios. De acordo com esse imperativo kantiano, o autor de Anarchy, State and Utopia questiona as teorias rawlsiana [John Rawls (1921-2002)] e … Continuar a ler

O homem, enquanto ser valioso

Robert Nozick (1938-2002) começa por afirmar que os indivíduos têm direitos e que há coisas que nenhuma pessoa ou grupo pode fazer-lhes sem violar esses direitos. Esses direitos, que em Anarquia, Estado e Utopia, 1974, são apenas sugeridos através de algumas menções ao imperativo categórico kantiano, são justificados em Explicações filosóficas (Nozick, 1981), onde se … Continuar a ler

Anarquia, Estado e Utopia (excerto)

“Os princípios padronizados da justiça distributiva exigem actividades redistributivas. É pouco provável que um conjunto de propriedades distribuídas de determinada forma à qual se chegou livremente se ajuste a um dado padrão; e é impossível que continue a ajustar-se ao padrão à medida que as pessoas fazem transacções. […]  A redistribuição é efectivamente uma questão … Continuar a ler

Um não-Estado

Robert Nozick (1938-2002) inscreve-se na perspectiva anarquista libertária, contestando a refutação final da legitimidade de toda forma de Estado. Para desenvolver seu argumento, Nozick raciocina, como Hobbes ou Locke, a partir do estado de natureza. Mas tenta mostrar contra eles que não é necessário formular a hipótese de um Contrato Social – fundando o Estado … Continuar a ler

Direito de controlar

“Não estamos na posição de crianças que ganharam porções de bolo de alguém que agora faz correcções de última hora para rectificar um corte descuidado. Não há distribuição central nem pessoa ou grupo com o direito de controlar todos os recursos, decidindo em conjunto como deverão ser partidos. O que cada pessoa recebe, ou é … Continuar a ler

Racionalidade

“Robert Nozick [1938-2002] provoca nosso senso lógico ao formular um desafio à nossa imaginação: supondo que existam seres superiores a nós em questões de racionalidade e de inteligência, admitiríamos que eles nos enjaulassem e nos sugassem, nos introduzissem seus instrumentos investigatórios e suas substâncias químicas para medir reações sequer testadas neles mesmos, a fim de … Continuar a ler

Razão e Evolução

“A razão é apresentada por Nozick [Robert Nozick (1938-2002)] como uma capacidade humana seleccionada pela evolução. Isto permite explicar a racionalidade a dois níveis: por um lado as suas regras são suficientemente maleáveis de forma a poderem adaptar-se a um meio ambiente inconstante, por outro lado existem certos princípios tomados como evidentes que foram eles … Continuar a ler

Razão e Evolução

“A razão é apresentada por Nozick [Robert Nozick (1938-2002)] como uma capacidade humana seleccionada pela evolução. Isto permite explicar a racionalidade a dois níveis: por um lado as suas regras são suficientemente maleáveis de forma a poderem adaptar-se a um meio ambiente inconstante, por outro lado existem certos princípios tomados como evidentes que foram eles … Continuar a ler