Uma aparência de sabedoria

“Grande artista Thoth! Não é a mesma coisa inventar uma arte e julgar da utilidade ou prejuízo que advirá aos que a exercerem. Tu, como pai da escrita, esperas dela com o teu entusiasmo precisamente o contrário do que ela pode fazer. Tal coisa tornará os homens esquecidos, pois deixarão de cultivar a memória; confiando … Continuar a ler

A escrita silábica dos gregos…

[Sócrates]: “A mim próprio, na verdade, também me agrada que os nomes sejam, quanto possível, semelhantes aos objectos; mas é de temer que esta tendência para a semelhança seja, segundo a palavra de Hermógenes, trabalho difícil e se deva empregar o expediente grosseiro da convenção para que se consiga a justeza dos nomes” Platão (428 … Continuar a ler

o justo tratamento

“Punam meus filhos quando eles crescerem, senhores, perturbando-os como eu vos perturbei caso lhes pareça que eles se preocupam menos com a virtude do que com o dinheiro ou outra coisa qualquer e pensam ser mais do que são, repreendam-nos como eu vos repreendi por se preocuparem com o que não deveriam e acharem que significam … Continuar a ler

ironia e maiêutica

Dialéctica método do diálogo socrático:   Ironia Maiêutica o       a ironia, com a qual alegava ignorância em assuntos de que os outros se julgavam profundos conhecedores, apenas para demolir as suas opiniões, levando o interlocutor à contradição e, desse modo, a purificar o espírito de ideias falsas e preconceitos. Ao se fazer passar por ignorante, … Continuar a ler

A obra de Platão

A obra de Platão (428 – 347 AC) foi escrita em forma de diálogos e cartas onde procura definir as noções que constituem a sua filosofia como por exemplo: Hípias menor (a mentira) Críton (o dever) Alcibíades (a natureza humana) Cármides (a sabedoria) Laques (a coragem) Lísis (a amizade) Eutífron (a piedade) Górgias (a retórica) … Continuar a ler

A morte de Sócrates

A morte de Sócrates (1787) Jacques–Louis David (1748-1825), pintor francês (neo-classicismo) In.: “algures na Rede”

idealismo

[…] o traço fundamental do idealismo é pressupor como fundamento do conhecimento não as “coisas do mundo externo”, os objectos, mas o que foi caracterizado como o “eu”, o “sujeito”, a “consciência”, isto é, a “ideia” […] Todavia, apesar de o idealismo remontar ao pensamento de Platão (428 – 347 AC), é Immanuel Kant (1724-1804) … Continuar a ler

uma suprema filosofia

“Em relação à natureza, a feição socrática leva Platão a uma suprema filosofia, que é a teoria das ideias, a qual é, em derradeira instância, teologia, dissociada da física. No campo da política, o conhecimento do Bem, encarado como meta de todos os actos, conduz ao reinado dos filósofos, isto é, dos representantes da nova … Continuar a ler

o mesmo que o Sol

O Bem para Platão (428 – 347 AC) é para onde se direccionam todas as almas, todos os homens. É aquilo que todos nós almejamos e buscamos alcançar. […] O Bem é o único a estar acima da justiça o que tanto se investiga na “República”. O Bem, como dito, possui carácter unificador, é supremo … Continuar a ler

idealismos

2000 anos os separam! [Platão (428 – 347 AC)] […] centrou seu pensamento no homem, como os sofistas, mas opôs-se radicalmente ao seu relativismo e propôs-se estabelecer valores universais que servissem de guia para a conduta humana. […] retomou a herança da antinomia – estabelecida com as ideias de Heráclito e Parmênides – entre uma … Continuar a ler

Justiça

  Sócrates: ” […] um homem deve atender a uma coisa só, isto é, aquilo para que a sua natureza está melhor dotada […] Pois a justiça é este princípio… Podemos presumir que, de certo modo, a justiça consiste nisso: em fazer cada qual o que lhe compete… Esta é a causa primeira e condição … Continuar a ler

sem isso, não o podemos

[…] Sócrates — Agora, qual será a arte pela qual poderíamos nos preocupar connosco? Alcibíades — Isso eu ignoro. Sócrates — Em todo o caso estamos de acordo num ponto: não é pela arte que nos permita melhorar algo do que nos pertence, mas pela que faculte uma melhoria de nós mesmos. Alcibíades — Tens … Continuar a ler

teoria da reminiscência, o mito de Er.

[Platão (428 – 347 AC)] […] é um grande escritor e usa nos seus escritos um procedimento literário que o auxilia a expor as teorias muito difíceis. Assim, para explicar a teoria da reminiscência, narra o mito de Er. O pastor Er, da região da Panfília, morreu e foi levado para o Reino dos Mortos. … Continuar a ler

num passado remoto…

[Platão (428 – 347 AC)] diz-nos que instruir-se e lembrar são a mesma coisa; acreditando que já trazemos todo o repertório de conhecimentos implícitos em nossa alma, pois já o vivemos num passado remoto, e os conceitos nunca podem nascer dos sentidos, mas apenas do inteligível. Fonte: Revista agulha #35 Cortesia de: Rodrigo Petrônio (Brasil) … Continuar a ler

Paradoxo de Platão e Sócrates

  Platão: “A próxima afirmação de Sócrates será falsa.” Sócrates: “Platão disse a verdade.”  

Doxa e epísteme

[…] Assim como o corpo se opõe à alma, a doxa opõe-se à episteme. A episteme (que significa “ciência”, “conhecimento”, de onde deriva “epistemologia”) é o lugar do genuíno conhecimento racional, do pensamento puro e do verdadeiro saber, uma vez que, fora daquela caverna de sombras, pode-se ver o reino transcendente da ideia, desprovido de … Continuar a ler

Filosofemas

É nos limites de uma metafórica metafísica que Jacques Derrida (1930-2004) se propõe a reconstituir uma “história do significante” através de sua desconstrução. Filosofemas tais como a “ideia”, por exemplo, cujo uso metafórico trazem ganhos e perdas de Platão (428 – 347 AC) a Kant (1724-1804) e Hegel (1770-1831), têm muito a ensinar-nos sobre tal … Continuar a ler

a outra realidade

  * Leia a “Alegoria da caverna” aqui Platão cria os mitos e utiliza-os nos seus Diálogos, exercitando o pensamento como resultado da discussão e usando a dialéctica como método de conhecimento. O mito de Timeu é o mito sobre as idades do mundo e, através dele, Platão mostra-nos que o mundo é resultado da … Continuar a ler

em perigo de ser enganado

[…] Crátilo:                        «aquele que conhece os nomes também conhece as coisas por esses nomes expressas» (Crat.., 435d). […] Hermógenes:                         «o nome de qualquer coisa é apenas o que alguém decide chamá-lo» (idem: 385a). […] Sócrates:                         «suponho que o que tu queres dizer Crátilo, é que tal como o nome é, assim é … Continuar a ler

jamais algo é, mas tudo está em devir

[…] Sócrates: Admitiremos, pelas Graças, que este Protágoras era um compêndio de sabedoria, que falava enigmaticamente às gentes e a nós mesmos, enquanto que a seus discípulos ensinava a verdade envolta no mistério? Teeteto: Que pretendes dizer com isto, Sócrates?   Sócrates: Explico-te. Como o que é em si e por si nada é, não … Continuar a ler