Um processo no tempo

“A experiência é um processo no tempo, em que cada situação, ainda antes de tornar-se um objecto preciso, transmuta-se, pois cada momento subsequente se faz sempre por sobre o precedente, no qual cada momento – ainda não apreendido – se torna passado. Aparece então como lembrança, que possui a liberdade de se estender.” Wilhelm Dilthey … Continuar a ler

"Em busca da memória perdida"…

Fonte:   http://www.theoi.com/                                                                       click para ampliar Em busca da memória perdida

A memória, um fenómeno social

 “a memória deveria ser analisada como um fenómeno social, construída colectivamente e passível de constantes transformações, o que contraria as hipóteses de que a memória se apresenta puramente individual.” (…)  “a memória é resultado do movimento do sujeito no acto da memorização, como também é a acção dos diversos grupos sociais nas suas histórias, no … Continuar a ler

Uma memória mais ampla que desapareceu

“Que me importa que os outros ainda estejam dominados por um sentimento que eu experimentava com eles outrora e que já não experimento hoje?  Já não posso despertá-lo em mim porque há muito tempo que não há mais nada em comum entre mim e os meus antigos companheiros. Não é culpa nem da minha memória … Continuar a ler

História e memória

 (…) a oposição presente/passado não é um dado natural mas sim uma construção. Por outro lado, a constatação de que a visão de um mesmo passado muda segundo as épocas e que o historiador está submetido ao tempoem que vive, conduziu tanto ao cepticismo sobre a possibilidade de conhecer o passado como a um esforço … Continuar a ler

A memória cujo movimento para adiante nos leva a agir e a viver

“Para abstrair-se da acção presente, é preciso saber dar valor ao inútil, é preciso querer sonhar. Talvez apenas o homem seja capaz de um esforço desse tipo. Também o passado a que remontamos deste modo é escorregadio, sempre a ponto de nos escapar, como se essa memória regressiva fosse contrariada pela outra memória, mais natural, … Continuar a ler

Há um grau de insónia, de ruminação, de sentido histórico…

“Quem não se instala no limiar do instante, esquecendo todos os passados, quem não é capaz de manter-se sobre um ponto como uma deusa de vitória, sem vertigem e medo, nunca saberá o que é felicidadee, pior ainda, nunca fará algo que torne outros felizes. Pensem o exemplo extremo, um homem que não possuísse a … Continuar a ler

A informação codificada da memória

“A memória não é reprodutivível. Ao contrário, está relacionada uma série complexa de processos – entre eles os que se ligam com atenção e a percepção, cujo papel é preponderante – mediante os quais as informações são codificadas de modo fragmentário e distribuídasem diversas áreas do cérebro. O hipocampo parece ser responsável pelos processos de … Continuar a ler

Memória XXIII

“Mnemosyne, a filha do Céu e da Terra, se torna, como esposa de Zeus, durante nove noites a Mãe das Musas. Jogo e Musica, Dança e Poesia pertencem ao seio de Mnemosyne, à Memória. É claro que este termo designa outra coisa que é a única faculdade, determinável pela psicologia, de reter o passado como … Continuar a ler

Discurso de Isaac Asimov em 1989

Discurso de Isaac Asimov em 1989 .

Juízos intuitivos da memória

“(…) a essência da memória não é constituída pela imagem, mas pelo facto de estar imediatamente presente à mente um objecto que reconhecemos como passado. Se não houvesse a memória neste sentido, jamais saberíamos que existiu um passado, nem seríamos capazes de entender a palavra “passado” melhor que um homem cego de nascença pode entender … Continuar a ler

Memória XXII

“…quando mais nada subsiste de um passado remoto, após a morte das criaturas e a destruição das coisas, sozinhos, mais frágeis porém mais vivos, mais imateriais, mais persistentes, mais fiéis, o odor e o sabor permanecem ainda por muito tempo, como almas, lembrando, aguardando, esperando, sobre as ruínas de tudo o mais, e suportando sem … Continuar a ler

O tesouro interior de Saussure

“(…) os termos estabelecem entre si, em virtude de seu encadeamento, relações baseadas no carácter linear da língua, que exclui a possibilidade de pronunciar dois  elementos ao mesmo tempo. Estes se alinham um após outro na corrente da fala. Tais combinações, que se apoiam na extensão, podem ser chamadas de sintagmas(…) Por outro lado, fora … Continuar a ler

Memória XXI

“Memória propriamente dita (…) é o conhecimento de um estado mental anterior, após este ter abandonado a consciência; ou ainda, o conhecimento de um evento ou facto, sobre o qual entrementes não estivemos a pensar, somado à consciência de que o pensamos ou o experimentamos anteriormente.” William James (1842-1910)

Frases: "Se recordássemos tudo… "

*  “Se recordássemos tudo, estaríamos tão mal como se não recordássemos nada.”  William James (1842 -1910)

"A casa perdida na noite dos tempos"…

   “Se mantivermos o sonho na memória, se ultrapassarmos a colecção de lembranças precisas, a casa perdida na noite dos tempos sai da sombra, parcela a parcela.” Gaston Bachelard (1884-1962)

Memória e História

“A memória é a vida, sempre carregada por grupos vivos e, nesse sentido, ela está em permanente evolução, aberta à dialéctica da lembrança e do esquecimento, inconsciente das suas deformações sucessivas, vulnerável a todos os usos e manipulações, susceptível de longas latências e de repentinas revitalizações. A história é a reconstrução sempre problemática e incompleta … Continuar a ler

Memória (XX)

O presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; não teria valor. O presente tem sempre uma partícula de passado, uma partícula de futuro… Somos portanto algo cambiante e algo permanente. Somos algo essencialmente misterioso. Que seria de cada um de nós sem a memória? É uma memória em grande parte feita de … Continuar a ler

Tudo que é real

«Russell disse que a memória não pode provar que aquilo de que lembramos efectivamente ocorreu, porque o mundo poderia ter começado a existir cinco minutos atrás, deixando tais memórias intactas. Poderíamos ir adiante e dizer que ele poderia ter sido criado um minuto atrás, e, finalmente, que ele poderia ter sido criado no momento presente. … Continuar a ler

Memória (XVIII)

“Parece-nos como se a memória fosse algum tipo de experiência secundária, quando comparada com a experiência do presente. Nós dizemos que nos “Podemos apenas lembrar daquilo”. Como se, num sentido primário, a memória fosse uma imagem de algum modo fraca e incerta do que nós originalmente tínhamos ante nós com total clareza.” Ludwig Wittgenstein (1889-1951)