Herbert Marcuse on the Frankfurt School / Herbert Marcuse sobre a escola de Frankfurt

  “Herbert Marcuse (1898-1979)on the Frankfurt School” : 1.     http://www.youtube.com/watch?v=2pzfy2izu44&feature=grec_index 2.     http://www.youtube.com/watch?v=AO65LwhnMNI&feature=related 3.     http://www.youtube.com/watch?v=REP7HLI4Rpk&feature=related 4.     http://www.youtube.com/watch?v=-mtaUXdL-jg&feature=related 5.     http://www.youtube.com/watch?v=Mn0PW-CVmxk

a coexistência do ser e do nada

“Com a tentativa de apreender o ser encontramos o nada. Hegel usa este facto como um instrumento para demonstrar o carácter negativo da realidade. (…) Segundo Hegel, não há um única coisa no mundo que não abrigue em si a coexistência do ser e do nada. Cada coisa só é na medida em que, a … Continuar a ler

a raiz de todo o movimento e de toda a vida

1 “Hegel, muitas e muitas vezes, volta a acentuar a importância desta concepção. Em virtude da negatividade a elas inerente, todas as coisas se tornam autocontraditórias, opostas a si mesmas, e seu ser consiste naquela “força que ao mesmo tempo pode compreender e sustentar a Contradição“. G. Friedrich Hegel (1770-1831) “Todas as coisas são autocontraditórias … Continuar a ler

falsas necessidades

“Falsas são aquelas [necessidades] superimpostas ao indivíduo por interesses sociais particulares (…): as necessidades que perpetuam a labuta, a agressividade, a miséria e a injustiça. (…) A maioria das necessidades comuns de descansar, distrair-se, comportar-se e consumir de acordo com os anúncios, amar e odiar o que os outros amam e odeiam, pertence a essa … Continuar a ler

liberdade…

“A liberdade implica reconciliação – a redenção do passado. Se o passado for simplesmente deixado para trás e esquecido, não haverá um termo final para a transgressão destrutiva” . Herbert Marcuse (1898-1979)

competição generalizada,

«A realidade social, com a competição generalizada, o egoísmo e a exploração, com sua riqueza e pobreza excessivas, é a base sobre a qual a razão tem de construir. A filosofia não pode saltar a história, pois que é filha do seu tempo, do “seu tempo apreendido pelo pensamento “.» . Herbert Marcuse (1898-1979)

a racionalidade irracional…

“O desenvolvimento da ciência moderna faz da tecnologia o grande e eficiente meio para a espoliação. Tanto a posição social do indivíduo como as próprias relações que ele tece com os outros, passam a serem determinadas por leis e qualidades objectivas, que perdendo seu carácter misterioso, emergem como manifestações racionais. O mundo acaba por se … Continuar a ler

competição entre sujeitos económicos desigualmente equipados…

“Uma falta de liberdade confortável, suave, razoável e democrática prevalece na civilização industrial desenvolvida, um testemunho do progresso técnico. De facto o que poderia ser mais racional do que a supressão da individualidade na mecanização de desempenhos socialmente necessários, mas penosos; a concentração de empreendimentos individuais em organizações mais eficazes e mais produtivas; a regulamentação … Continuar a ler

sujeito a castigo total

(…) “Muito antes das forças especiais (e não assim tão especiais) estarem fisicamente treinadas para matar, queimar e interrogar, os seus espíritos e corpos já estão treinados para ver, ouvir, cheirar no outro, não um ser humano, mas um animal (caça?) – animal contudo, sujeito a castigo total.” . Herbert Marcuse (1898-1979)

o livre jogo das faculdades e desejos humanos…

“O reino da necessidade, da labuta e do trabalho não é o da liberdade, visto que a existência humana, nesse domínio, é determinada por objectivos e funções que não são propriamente seus e que não permitem o livre jogo das faculdades e desejos humanos.“ . Herbert Marcuse (1898-1979)

a divisão do poder

“A construção de Herbert Marcuse (1898-1979) descarta a negação da tecnologia e de sua racionalidade como saída para afirmar o conteúdo emancipador da racionalidade crítica. Ao contrário, ele mostra que a luta contra a cultura tecnológica contribuiria apenas para fazer com que os homens desacreditassem dos instrumentos que potencialmente poderiam libertá-lo. . O processo tecnológico … Continuar a ler

uma falsa consciência…

“O aparato produtivo e as mercadorias e serviços que ele produz ‘vendem’ ou impõem o sistema social como um todo. Os meios de transporte e comunicação em massa, as mercadorias, casa, alimento e roupa, a produção irresistível da indústria de diversões e informação, trazem consigo atitudes e hábitos prescritos, certas reacções intelectuais e emocionais que … Continuar a ler

EROS E CIVILIZAÇÃO

(…) “Herbert Marcuse (1898-1979) critica a exploração burguesa do amor que coloca a fidelidade acima do prazer. Desde 1937, coloca em questão os temas do sensual, do corporal, a questão da reificação do corpo, culminando com a análise da repressão sexual e da violência em “EROS E CIVILIZAÇÃO”. .  É pois, na insuficiência do pensamento … Continuar a ler

a máquina que sobrepujou o mecanismo

  ”(…) a máquina que sobrepujou o mecanismo: a máquina política, a máquina dos grandes negócios, a máquina cultural e educacional que fundiu benesses e maldições num todo racional, que violenta.” Herbert Marcuse (1898-1979)    

produzir para consumir e consumir para produzir

“(…) a super-repressão articula-se com o princípio do rendimento. Este, como diz Herbert Marcuse (1898-1979), é a forma contemporânea assumida pelo princípio de realidade: produzir para consumir e consumir para produzir; sentir-se culpado, humilhado, diminuído quando não se produz o quanto e o que a sociedade estipula, e quando não se consome o quanto, o … Continuar a ler

a primeira luz de uma outra cultura…

  “Onde o corpo se tornou inteiramente objecto, coisa bela, ele possibilita imaginar uma nova felicidade. Na subordinação extrema à reificação, o homem triunfa sobre a reificação.    A qualidade artística do corpo belo, ainda hoje presente unicamente no circo, nos cabarés e nos shows, essa leveza e frivolidade lúdicas, anuncia a alegria da libertação … Continuar a ler

Uma sociedade pós-revolucionária…

“Herbert Marcuse (1898-1979) argumentou que a saúde e o bem-estar do mundo objectivo está em nossas mãos, e nossa própria existência e felicidade dependem de reconhecer as potencialidades antes dominá-las de maneira destrutiva. Uma sociedade pós-revolucionária poderia criar uma ciência e uma tecnologia novas que alcançassem seus objectivos e nos colocassem em harmonia com a … Continuar a ler

Ciência e capital…

E pense-se no Herbert Marcuse (1898-1979) de Razão e revolução (1941), em que afirma que “a razão é a verdadeira forma da realidade”, onde “todos os antagonismos do sujeito e do objecto são integrados”. Hegel, afinal, já dissera que o real é o racional. Mas é no seu livro mais célebre — O homem unidimensional … Continuar a ler

racionalidade sensual

  “O que distingue o prazer da cega satisfação de carências e necessidades é a recusa do instinto em esgotar-se na satisfação imediata, é a sua capacidade para construir e usar barreiras para a intensificação do acto de plena realização. Embora essa recusa instintiva tenha feito o trabalho de dominação, também pode servir à função … Continuar a ler

ciência e capitalismo

Para Herbert Marcuse (1898-1979), ciência e capitalismo são uma só coisa. Em outras palavras, ciência (conhecimento racional e objectivo) e ideologia (concepção de mundo) se confundem. Desaparece o valor objectivo do conhecimento científico. A crítica da “razão instrumental” – ou “razão unidimensional“, ou “razão técnica” – encerra, no fundo, uma crítica da própria Civilização. Daí … Continuar a ler