Que homens haverá melhores do que Cipião, Lélio e Filão?

(em português-br) “(…) I. CIPIÃO: — A princípio, o homem emitia unicamente sons inarticulados e confusos. Depois sua inteligência lhe fez distinguir e separar em partes esses sons; deu, depois, a cada coisa um nome que a distinguisse das outras; e os homens, separados antes, encontraram-se unidos com esse vínculo de simpatia. A própria inteligência, as … Continuar a ler

Discurso de Cícero contra Catilina. Catilinárias.

(em português-br) “Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens … Continuar a ler

A primeira lei da história

(em português-br) “Com efeito, quem ignora que a primeira lei da história é não ousar dizer algo falso? Em seguida, não ousar dizer algo que não seja verdadeiro? Que não haja, ao se escrever, qualquer suspeita de complacência? Nem o menor rancor?.” Cícero (106 a.C.- 43 a.C.)

A única coisa que devemos desejar

(em português-br) “Que filosofia é esta, que não busca acabar com a maldade, contentando-se com a mediania dos vícios? […] E não vê o severo e grave filósofo que tais bens, os únicos que ele reconhece, não são em verdade apetecíveis, porque, segundo a sua própria opinião, a única coisa que devemos desejar é carecer de dor. Estas … Continuar a ler

Personalidade do mês de Outubro de 2013: Cícero (106 a.C.- 43 a.C.)

(em português-br) “Assim, após longas reflexões, análises me levaram a concluir que a sabedoria sem eloqüência é pouco útil para os Estados, mas que a eloqüência sem sabedoria é quase prejudicial e nunca é útil.”   Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. — Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), In: A Invenção Retórica, I. 01

Pretensões à universalidade

(em português-br) ““Para Descartes e para Kant, a universalidade significava racionalidade, mas seu critério era, para um, a evidência das intuições, para o outro, a necessidade das proposições. Nós rejeitamos esses dois critérios e, aliás, não acreditamos que uma posição filosófica possa jamais realizar efetivamente a unanimidade das mentes, nem no presente, nem, a fortiori, … Continuar a ler

Retórica (BBC radio) / Rhetoric

Retórica (BBC radio) / Rhetoric

O pensamento filosófico segundo Chaïm Perelman.

(em português-br) “Toda filosofia é apenas, como afirma Derrida, seguindo Nietzsche, a utilização enganosa de uma verdade absoluta e abstrata, enquanto se situa de fato no prolongamento de um mito? Ela é, ao contrário, escolha e desenvolvimento de uma metáfora viva, como pretende P. Ricoeur? Pouco importa. O que é certo é que o pensamento filosófico, não podendo ser … Continuar a ler

O auditório universal conforme Chaïm Perelman

(em português-br) “… ocorre necessariamente que o auditório universal ao qual se presume que nos dirigimos coincide, de fato, com um auditório particular que conhecemos e que transcende as poucas oposições das quais temos atualmente consciência. De fato, nós nos fabricamos um modelo de homem – encarnação da razão, da ciência particular que nos preocupa … Continuar a ler

A adesão do auditório universal

(em português-br) “Na minha opinião, o discurso filosófico é inspirado, no campo da argumentação, pelo imperativo categórico de Kant: o filósofo deve argumentar de maneira que seu discurso possa obter a adesão do auditório universal.” Chaïm Perelman (1912-1984) 

“Subordinando a lógica filosófica à nova retórica”

(em português-br) Subordinando a lógica filosófica à nova retórica, participo do debate secular que opôs a filosofia à retórica, e isso desde o grande poema de Parmênides. Este, e a grande tradição da metafísica ocidental, ilustrada pelos nomes de Platão, Descartes e Kant, sempre opuseram a busca da verdade, objeto proclamado da filosofia, às técnicas dos retores e dos sofistas, … Continuar a ler

“Adesão a uma verdade objetivamente e universalmente válida”

(em português-br) “Apenas a existência de uma argumentação, que não seja nem coerciva nem arbitrária, dá sentido à liberdade humana, condição de exercício de uma escolha razoável. Se a liberdade fosse apenas adesão necessária a uma ordem natural previamente dada, ela excluiria toda possibilidade de escolha. Se o exercício da liberdade não fosse fundado sobre razões, toda escolha seria … Continuar a ler

Querer persuadir um auditor…

(em português-br) “Querer persuadir um auditor significa, antes de mais, reconhecer-lhe as capacidades e as qualidades de um ser com o qual a comunicação é possível e, em seguida, renunciar a darlhe ordens que exprimam uma simples relação de força, mas sim procurar ganhar a sua adesão intelectual.” Chaïm Perelman (1912-1984) & Olbrechts-Tyteca (1899-1987)

Argumentação persuasiva

(em português-br) “Propomo-nos chamar persuasiva a uma argumentação que pretende valer só para um auditório particular e chamar convincente àquela que deveria obter a adesão de todo ser racional. O matiz é bastante delicado e depende, essencialmente, da idéia que o orador faz da encarnação da razão. Cada homem crê num conjunto de fatos, de … Continuar a ler

Personalidade do mês de Setembro de 2013: Chaïm Perelman

(em português-br) “Pode-se, de fato, tentar obter um mesmo efeito seja pelo recurso à violência seja pelo  dirscurso visando à adesão das mentes. É em função dessa alternativa que se concebe  mais claramente a oposição entre liberdade mental e coação. O uso da argumentação  implica que se tenha renunciado a recorrer unicamente à força, que … Continuar a ler

“O homem está sozinho no mundo imenso e mudo”…

(em português-br) “O homem está sozinho no mundo imenso e mudo. Foi preciso que o homem surgisse para emprestar linguagem ao mutismo das coisas. O silêncio da natureza ora lhe parece estranho, inquietante, impiedosamente indiferente ora lhe parece favorável, despertando-lhe confiança e apoiando-o. O homem acha-se sozinho em meio a uma natureza de que, não … Continuar a ler

Linguagem e mito

(em português-br) “Com os seus objetos vive o homem principalmente — de fato, visto que seu sentimento e sua atuação dependem de suas percepções, pode-se dizer exclusivamente — como a linguagem os traduz e a ele os apresenta. Pelo mesmo processo com que tira de si mesmoo fio para tecer a linguagem, o homem nela … Continuar a ler

Steven Pinker: Linguística como uma Janela para Entender o Cérebro / Linguistics as a Window to Understanding the Brain

 Steven Pinker: Linguística como uma Janela para Entender o Cérebro / Linguistics as a Window to Understanding the Brain

Literatura

(em português-br) “A nós, que não somos nem cavalheiros da fé nem super-homens, não resta, se posso dizê-lo, mais que trapacear com a língua, que trapacear a língua. Essa trapaça salutar, essa esquiva, esse engodo magnífico, que permite escutar a língua fora-do-poder, no esplendor de uma revolução permanente da linguagem, chamo-a, de minha parte, literatura.” … Continuar a ler

A sentimentalidade do amor

“Desacreditada pela opinião moderna, a sentimentalidade do amor deve ser assumida pelo sujeito amoroso como uma transgressão forte, que o deixa sozinho e exposto; por uma reviravolta de valores, é justamente essa sentimentalidade que constitui hoje o obsceno do amor” Roland Barthes (1915-1980)