A poluição e o regime de laissez-faire

(em português-br) “No sistema de Marx é a taxa de poupança a partir dos lucros que governa a taxa de investimento. A concorrência e o progresso técnico estabelecem a necessidade de acumulação. pois cada capitalista teme ficar atrás na corrida se não investir continuamente em novos equipamentos de capital que incorpore os mais recentes desenvolvimentos. … Continuar a ler

O compromisso Keynesiano

“O Keynesianismo forneceu o alicerce para o compromisso de classe, dando aos partidos políticos representantes do operariado uma justificativa para exercer cargos políticos em sociedades capitalistas. (…) Em todas as suas formas, o compromisso Keynesiano teve por base um programa dual: pleno emprego e igualdade.” Adam Przeworski (n. 1940)

«A treatise on probability»

A circunstancialidade de John Keynes

“Tomamos como dados [na Teoria Geral] a capacidade e a quantidade de mão-de-obra disponível, a qualidade e quantidade do equipamento disponível, o estado da técnica, o grau de concorrência (…). Isso não significa que suponhamos constantes tais factores, mas simplesmente que, neste instante e neste contexto, nos abstemos de analisar ou mesmo de levar em … Continuar a ler

Uma União Monetária. A proposta de Keynes.

“A proposta é estabelecer uma União Monetária (…) União de Compensações Internacional, baseada na moeda bancária internacional (…) bancor (…) Os Bancos Centrais dos países-membros (…) deveriam manter contas com a União de Compensações Internacional (…) A ideia consiste (…) em generalizar o princípio essencial do sistema bancário (…) igualdade de créditos e débitos. Se … Continuar a ler

A poupança é um mero resíduo…

  “(…) a poupança, de facto, é um mero resíduo. As decisões de consumir e as decisões de investir é que determinam, conjuntamente, as receitas. Supondo que as decisões de investir se efectivem, é forçoso que elas ou restrinjam o consumo ou ampliem a receita. Deste modo, nenhum acto de investir pode evitar que o … Continuar a ler

A finalidade principal do Treatise

“Podemos descrever o Treatise como um livro de economia clássica, baseado em duas importantes e bem conhecidas teorias. Estas teorias são: a dos ciclos económicos, que faz das flutuações dos investimentos o primeiro motor do sistema capitalista, tal como o afirmam Tungan Baranovsky, Spiethoff, Schumpeter, Robertson; e a teoria de que a taxa de juros … Continuar a ler

A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda – John Keynes

“O objectivo deste título [A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda] é contrastar a natureza dos meus argumentos e suas conclusões com os da teoria clássica, na qual me formei, que domina o pensamento económico, tanto prático quanto teórico (…), tal como vem acontecendo nos últimos cem anos. Argumentarei que os postulados … Continuar a ler

Falar do capitalismo…

“Poderá chegar o dia em que estaremos mais esclarecidos do que agora ao falar do capitalismo como uma técnica eficiente ou ineficiente, ou ao falar dele como algo desejável ou censurável. Da minha parte acho que, sabiamente administrado, o capitalismo pode tornar-se mais eficiente, para atingir objectivos económicos, do que qualquer sistema alternativo conhecido, mas, … Continuar a ler

Uma socialização algo ampla dos investimentos…

“O Estado deverá exercer uma influência orientadora sobre a propensão a consumir, em parte através de seu sistema de tributação, em parte por meio da fixação da taxa de juros e, em parte, talvez, recorrendo a outras medidas. […] Eu entendo, portanto, que uma socialização algo ampla dos investimentos será o único meio de assegurar … Continuar a ler

A moderação pelo Estado

“Se os acréscimos de juros acumulados crescessem ilimitadamente por gerações e gerações metade da população seria escrava da outra metade. E o facto de que o Estado, em tempo de guerra, tenha mais facilidade para pedir emprestado do que para taxar não deve permitir que o contribuinte seja escravizado ao portador de títulos. Aos que … Continuar a ler

Alguns postulados de Keynes

“Não é verdade que os indivíduos possuem uma ‘liberdade natural’ prescritível nas suas actividades económicas. Não existe um contrato que confira direitos perpétuos aos que já os têm ou aos que os adquirem. O mundo não é de forma alguma governado pela Providência de modo a que sempre coincidam o interesse particular e social… Não … Continuar a ler

Os males económicos

“Muitos dos maiores males económicos de nossa época são frutos do risco, da incerteza e da ignorância. É porque indivíduos particulares, afortunados na sua situação ou aptidões, são capazes de se aproveitar da incerteza e da ignorância, e também porque, pela mesma razão, grandes negócios constituem frequentemente uma lotaria, que surgem as grandes desigualdades de … Continuar a ler

Quando a tempestade tiver passado…

  “(…) a longo prazo, estaremos todos mortos. Os economistas fixam para si próprios uma tarefa demasiado fácil e sobremaneira pouco útil se, nas estações de tempestade, só nos podem dizer que, quando a tempestade tiver passado, o oceano ficará novamente calmo” John Keynes (1883-1946)  

Planeamento e a regulação da vida económica mundial

“Necessitamos de um instrumento de moeda internacional que tenha aceitação geral entre as nações (…)  “Necessitamos de um quantum de moeda internacional que não seja nem determinada de uma maneira irrelevante e não previsível, como, por exemplo, pelo progresso técnico da indústria aurífera, nem sujeita a grandes variações que dependam das políticas de reservas de … Continuar a ler

Escravos de algum economista já falecido…

“… as ideias dos economistas e dos filósofos políticos, tanto quando estão certos como  quando estão errados, são muito mais poderosas do que normalmente se imagina. Na verdade, o mundo é governado quase exclusivamente por elas. Homens práticos, que se julgam imunes a quaisquer influências intelectuais, geralmente são escravos de algum economista já falecido.” John … Continuar a ler