A universalidade da lei

“Uma vez que a universalidade da lei, segundo a qual certos efeitos se produzem, constitui aquilo que se chama propriamente natureza no sentido mais lato da palavra (quanto à forma), quer dizer a realidade das coisas enquanto é determinada por leis universais, o imperativo universal do dever poderia também exprimir- se assim: Age como se … Continuar a ler

idealismo

[…] o traço fundamental do idealismo é pressupor como fundamento do conhecimento não as “coisas do mundo externo”, os objectos, mas o que foi caracterizado como o “eu”, o “sujeito”, a “consciência”, isto é, a “ideia” […] Todavia, apesar de o idealismo remontar ao pensamento de Platão (428 – 347 AC), é Immanuel Kant (1724-1804) … Continuar a ler

idealismos

2000 anos os separam! [Platão (428 – 347 AC)] […] centrou seu pensamento no homem, como os sofistas, mas opôs-se radicalmente ao seu relativismo e propôs-se estabelecer valores universais que servissem de guia para a conduta humana. […] retomou a herança da antinomia – estabelecida com as ideias de Heráclito e Parmênides – entre uma … Continuar a ler

Filosofemas

É nos limites de uma metafórica metafísica que Jacques Derrida (1930-2004) se propõe a reconstituir uma “história do significante” através de sua desconstrução. Filosofemas tais como a “ideia”, por exemplo, cujo uso metafórico trazem ganhos e perdas de Platão (428 – 347 AC) a Kant (1724-1804) e Hegel (1770-1831), têm muito a ensinar-nos sobre tal … Continuar a ler

o filósofo idealista por excelência

[G. Friedrich Hegel (1770-1831) elabora] uma filosofia da inteligibilidade total, da imanência absoluta. A razão aqui não é apenas, como em Kant, o entendimento humano, o conjunto dos princípios e das regras segundo as quais pensamos o mundo. Ela é igualmente a realidade profunda das coisas, a essência do próprio Ser. Ela é não só … Continuar a ler

A partir de Kant …

“O melhor que nós humanos conseguimos até aos dias de hoje foi obra de um prussiano. Filho das luzes, Immanuel Kant, acreditava na existência da precepção inata de uma moral universal. A partir de Kant o desejo de paz é mais do que uma intenção piedosa. É de facto um conceito “uma semente vinda do … Continuar a ler

categorias a priori do entendimento

«Para Kant (1724-1804) o conhecimento humano não se baseava apenas na receptividade racional da informação do mundo que está para além do observador. Pelo contrário, é o próprio observador humano que possui capacidades mentais de sistematização (ou categorias a priori do entendimento) que, de forma selectiva, processam e “conceptualizam” activamente o mundo envolvente.»            

"não se trata de acreditar ou não"

A Paz e a Justiça em Kant   No seu tratado “A paz perpétua”, Immanuel Kant (1724-1804) diz que devemos agir como se a paz entre as nações, mesmo sendo uma utopia, um sonho, seja um dia possível de realizar. Da da mesma maneira devemos encarar a justiça absoluta, como sendo possível de alcançar e … Continuar a ler

moralidadade

. . “Em actuar por simpatia, por compaixão, por caridade, não há absolutamente nenhuma moralidade”    Immanuel Kant (1724-1804)              

hipótese Kant-Laplace

No ensaio “História Geral da Natureza e Teoria do Céu”, publicado em 1755, Immanuel Kant (1724-1804) deu conta das suas reflexões sobre as questões do relacionamento entre a física e a metafísica, a partir dos princípios mecanicistas propostos por Isaac Newton. Para além da defesa das leis físicas que dariam conta do funcionamento do universo, segundo … Continuar a ler

lista de algumas das obras mais significativas de e sobre Kant publicadas em português

Crítica da Razão Pura Lisboa Fundação Calouste   Gulbenkian 1985 Prolegómenos a Toda a Metafísica Futura Lisboa Edições 70. 1982 Crítica da Razão  Prática Lisboa Edições 70. 1989 A Paz Perpétua e Outros Opúsculos. Lisboa Edições 70 1988 Os Progressos da Metafísica.Lisboa. Lisboa Edições 70 1985 Fundamentação Metafísica dos Costumes Lisboa Edições 70 Fundamentação Metafísica dos Costumes … Continuar a ler

o espaço e o tempo…

Kant (1724-1804) ensinou que o espaço e o tempo não são partes da realidade externa, mas são, pelo contrário, estruturas preexistentes em nossas mentes, estruturas que nos permitem relacionar eventos e objectos. Para um kantiano, o mais chocante a respeito das teorias de Einstein era que reduziam o espaço e o tempo à condição de … Continuar a ler

tempo (XIX)

………………………………………………………………………………………………………. Os conceitos de tempo e de memória são inseparáveis, sem memória não haveria tempo. O passado pressupõe uma memória já preenchida, o futuro é uma memória por preencher ainda; e o presente tem uma acepção cujo valor é apenas subjectivo. . ……………………………………………………………………………………………………… . Para Isaac Newton (século XVII), reflectindo a sua interpretação da mecânica … Continuar a ler

"universal e necessário"

(…) O sistema filosófico de Immanuel Kant (1724-1804) é conhecido pelo nome geral de criticismo e encontra-se exposto, sobretudo, na Crítica da razão pura. Kant diz desenvolver uma “filosofia transcendental” na qual expõe a crítica a que há que submeter a razão humana a fim de indagar as condições que tornam possível o conhecimento a … Continuar a ler

bicentenário

. . . . . . . Immanuel Kant (Abril 22, 1724 – Fevereiro 12, 1804) Comemorações do bicentenário da sua morte em 2004  

Frases

“Não é fácil amar a quem se estima demasiado”   Immanuel Kant (1724-1804)  

espaço

Da Estética Transcendental do Espaço   Exposição metafísica de espaço    1.° – O espaço não é um conceito empírico, derivado de experiências exteriores. Com efeito, para que eu possa referir certas sensações a qual­quer coisa de exterior a mim (quer dizer, a qual­quer coisa colocada em outro lugar do espaço di­verso do que ocupo), … Continuar a ler

Caligrafia de Immanuel Kant

"reduzi-las ao que é feito"…

“Com efeito, relativamente à natureza, a experiência dá-nos a regra e é a fonte da verdade; no que toca às leis morais a experiência é (infelizmente!) a mãe da aparência e é altamente reprovável extrair as leis acerca do que devo fazer daquilo que se faz ou querer reduzi-las ao que é feito.” . Crítica … Continuar a ler

"princípio de uma legislação universal"

§ 4° — TEOREMA III (…) ESCÓLIO “Qualquer inteligência, por vulgar que seja, pode distinguir na máxima, qual a forma que se capacita para a legislação universal e qual não se encontra apta para isso.” (…) § 7.° — LEI  FUNDAMENTAL  DA  RAZÃO  PURA  PRÁTICA “Age de tal modo que a máxima de tua vontade … Continuar a ler