A aparência ilusória da arte

“Nada nos impede de afirmar que, comparada com a realidade, a aparência da arte seja ilusória; mas com idêntica razão se pode dizer que a chamada realidade é uma ilusão ainda mais forte, uma aparência ainda mais enganadora que a aparência da arte. Na vida empírica e sensitiva, chamamos realidade e consideramos como tal o … Continuar a ler

a realização plena numa sociedade sem classes…

[…] o pensamento marxista enquadra três linhas de resolução dos problemas. São estas o materialismo dialéctico, o materialismo histórico e a economia política. [O materialismo dialéctico]  […] retém na sua origem o modelo filosófico de Hegel, com a aspiração de constituir um ponto orientador da acção do proletariado. A filosofia, através do seu estudo das … Continuar a ler

idealismo

[…] o traço fundamental do idealismo é pressupor como fundamento do conhecimento não as “coisas do mundo externo”, os objectos, mas o que foi caracterizado como o “eu”, o “sujeito”, a “consciência”, isto é, a “ideia” […] Todavia, apesar de o idealismo remontar ao pensamento de Platão (428 – 347 AC), é Immanuel Kant (1724-1804) … Continuar a ler

Filosofemas

É nos limites de uma metafórica metafísica que Jacques Derrida (1930-2004) se propõe a reconstituir uma “história do significante” através de sua desconstrução. Filosofemas tais como a “ideia”, por exemplo, cujo uso metafórico trazem ganhos e perdas de Platão (428 – 347 AC) a Kant (1724-1804) e Hegel (1770-1831), têm muito a ensinar-nos sobre tal … Continuar a ler

finalidade

“A finalidade mais alta é o bem, é o fim geral do mundo. A razão deve considerar essa finalidade como finalidade última do mundo, finalidade essa que se funda sobre a determinação da razão e que o espírito não pode ultrapassar. A fonte na qual se reconhece essa finalidade é a razão pensante; essa finalidade … Continuar a ler

contemplação e especulação dos factos históricos

  O pensamento filosófico de Friedrich Hegel (1770-1831) sobre a História está exposto principalmente em duas obras: Fundamentos da Filosofia do Direito, de 1821, e Introdução à Filosofia da História, obra póstuma de 1837. No primeiro capítulo desta obra, Hegel apresenta três definições para o tema estudado, que são, resumidamente: 1.História original, que refere-se a … Continuar a ler

o reconhecimento de que o finito não tem de ser verdadeiro

[…] Friedrich Hegel (1770-1831) mostra que o conceito de finito produz o princípio básico do idealismo. Se o Ser das coisas consiste nas suas transformações, mais do que no estado em que elas, as coisas, existem, os múltiplos estados que elas apresentam, quaisquer que sejam a forma e o conteúdo que eles possam ter, são … Continuar a ler

Hegel e a força vital

“Nós pomos assim apenas a vitalidade, mas a alma do mundo não se distingue ainda como espírito, dessa sua vitalidade. A alma é simplesmente o princípio vivo no ser orgânico; ela não é algo distinto do corpo e material, mas a força vital que a penetra. Por essa razão Platão denominou Deus um zvon imortal, … Continuar a ler

A História tem um propósito

[G. Friedrich Hegel (1770-1831)]na Filosofia da História pressupôs que a história da humanidade é um processo através do qual [o Homem] (…) tem feito progresso espiritual e moral e avançado [no] seu auto-conhecimento. A história tem um propósito e cabe ao filósofo descobrir qual é. Alguns historiadores encontraram a sua chave na [especulação] (…) das … Continuar a ler

o filósofo idealista por excelência

[G. Friedrich Hegel (1770-1831) elabora] uma filosofia da inteligibilidade total, da imanência absoluta. A razão aqui não é apenas, como em Kant, o entendimento humano, o conjunto dos princípios e das regras segundo as quais pensamos o mundo. Ela é igualmente a realidade profunda das coisas, a essência do próprio Ser. Ela é não só … Continuar a ler

a coexistência do ser e do nada

“Com a tentativa de apreender o ser encontramos o nada. Hegel usa este facto como um instrumento para demonstrar o carácter negativo da realidade. (…) Segundo Hegel, não há um única coisa no mundo que não abrigue em si a coexistência do ser e do nada. Cada coisa só é na medida em que, a … Continuar a ler

Frases

* “O querer do homem é essencialmente livre, livre enquanto é querer” G. Friedrich Hegel (1770-1831) Principais obras de Hegel: 1796             Crítica da Ideia da Religião Positiva          1807             Fenomenologia do Espírito                        1812             Propedêutica Filosófica,                           1812-1816    Ciência da Lógica 1817             Enciclopédia das Ciências Filosóficas 1821             Princípios da Filosofia do Direito            *   

a raiz de todo o movimento e de toda a vida

1 “Hegel, muitas e muitas vezes, volta a acentuar a importância desta concepção. Em virtude da negatividade a elas inerente, todas as coisas se tornam autocontraditórias, opostas a si mesmas, e seu ser consiste naquela “força que ao mesmo tempo pode compreender e sustentar a Contradição“. G. Friedrich Hegel (1770-1831) “Todas as coisas são autocontraditórias … Continuar a ler

O idealismo

O idealismo interpreta o mundo como uma encarnação da consciência do Espírito Universal, da Ideia Absoluta, a que se referia Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) na sua Filosofia da História, […] na qual a História da Humanidade surge como um processo desenvolvido por uma Razão Universal, cujo desígnio é eterno. Fonte: DJI – Índice Fundamental … Continuar a ler

A negação que cada coisa contém, determina seu próprio ser

“Os primeiros escritos de Hegel (1770-1831) já haviam mostrado que seu ataque à separação tradicional entre pensamento e realidade implicava muito mais do que uma crítica epistemológica. Hegel acha que tal dualismo equivale à submissão ao mundo como ele é, e à ordem existente da realidade à harmonia com a verdade. A separação entre pensamento … Continuar a ler

auto-apreensão no tempo

A Fenomenologia de Hegel (1770-1831) […] reformula uma parte da metafísica especial, a psicologia, ao relacioná-la parcialmente com a teoria do conhecimento e com a teologia, compreendendo a alma e o que ela pode e deve conhecer ao mesmo tempo no plano humano e divino, no plano da consciência singular e no plano da consciência … Continuar a ler

Espírito Subjectivo, Espírito Objectivo e Espírito Absoluto

[…]  a obra de Hegel (1770-1831) distingue-se em três grandes conjuntos: o Espírito Subjectivo, o Espírito Objectivo e o Espírito Absoluto. Na primeira parte, Hegel detém-se na relação interna do Espírito consigo mesmo. A Ciência da Lógica descreve esse momento da vida do Espírito. A lógica, nesses termos, não é um conjunto de regras do … Continuar a ler

O único ponto fixo

Todos os sistemas filosóficos anteriores a G. Friedrich Hegel (1770-1831) tinham tentado estabelecer critérios para o que o homem pode saber sobre o mundo. Isto vale para Descartes e Spinoza, Hume e Kant. Cada um deles se interessou por aquilo que constitui a base de todo o conhecimento humano. Só que todos eles falaram sobre … Continuar a ler

saber efectivo

“Colaborar para que a filosofia se aproxime da forma da ciência – da meta em que deixe de se chamar amor ao saber para ser saber efectivo – é isto o que me proponho. Reside na natureza do saber a necessidade interior de que seja ciência, e somente a exposição da própria filosofia será uma … Continuar a ler

os sinais precursores

“(…)  não é difícil ver que nosso tempo é um tempo de nascimento e trânsito para uma nova época. O espírito rompeu com o mundo de seu ser-aí e de seu representar, que durou até hoje; está a ponto de o submergir no passado, e entrega-se à tarefa da sua transformação. Certamente o espírito nunca … Continuar a ler