O âmbito político em Schiller

(em português-br) “Fosse verdadeiro o fato — tivesse ocorrido realmente o caso extraordinário de que a legislação política fora confiada à razão, de que o homem fora respeitado e tratado como um fim em si mesmo, de que a lei fora elevada ao trono e a verdadeira liberdade tornada em fundamento do edifício do Estado, … Continuar a ler

Para além de todo tempo

(em português-br) “O artista é, decerto, o filho de sua época, mas ai dele se for também seu discípulo ou até seu favorito. Que uma divindade benfazeja arranque em tempo o recém- nascido ao seio materno e o amamente com o leite de uma época melhor, deixando-o que atinja a maturidade sob o céu distante da Grécia. Quando se tiver … Continuar a ler

Imunidade em face do arbítrio humano

(em português-br) “Toda melhoria política deve partir do enobrecimento do caráter – mas como poderá enobrecer-se o caráter sob a influência de uma constituição estatal bárbara? Para esse fim seria preciso encontrar um instrumento que o Estado não dá e abrir fontes que se conservem limpas e puras apesar de toda podridão política. (…) Esse instrumento está nas belas-artes, estas … Continuar a ler

Obras de Friedrich Schiller

Obras de Friedrich Schiller (1759-1805)

A perda da Grécia Olímpica

“Sim, eles regressaram à sua casa e levaram consigo Tudo o que era grande e belo. Todas as cores e todos os matizes da vida. Ficou-nos a palavra empobrecida. Retirados das vagas do tempo, pairam, A salvo, nos cumes de Pindo. O que permanece imortal, no canto, Tem que perecer, na vida” Friedrich Schiller (1759-1805)

Uma bela alma

(em português-br) “É, portanto, numa bela alma que sensibilidade e razão, dever e inclinação se harmonizam e a graça é a sua expressão no fenômeno. É apenas a serviço de uma bela alma que a natureza pode, ao mesmo tempo, ter liberdade e conservar sua forma, pois ela perde a primeira sob o domínio de um ânimo … Continuar a ler

Um asceticismo obscuro e monástico

(em português-br) “Na filosofia moral de Kant, a idéia do dever é exposta com uma dureza da qual toda a Graça recua e que poderia facilmente induzir um entendimento fraco a buscar a perfeição moral na via de um asceticismo obscuro e monástico.” Friedrich Schiller (1759-1805)

Schiller, kantiano mas nem sempre…

«(…) falo aqui mais como kantiano, pois é possível no final que também a minha teoria fique inteiramente livre dessa repreensão. Tenho diante de mim um duplo caminho para introduzir a minha teoria; um muito divertido e fácil, através da experiência, e um muito insípido, através de conclusões racionais. Deixe-me preferir o último; pois uma … Continuar a ler

Mais espírito do que entendimento

(em português-br) “Escritores que tem mais espírito do que entendimento, e mais gosto do que ciência, tornam-se culpados deste engano com demasiada freqüência, e leitores mais habituados a sentir do que a pensar mostram-se demasiado prontos a perdoar-lhes. Em geral, é problemático dar ao gosto a sua formação plena antes de ser exercitado o entendimento, … Continuar a ler

O Estado estético

(em português-br) “Se fosse grego, ou mesmo italiano, e desde o berço fosse cercado de uma natureza privilegiada e uma arte idealizadora, o seu caminho seria infinitamente menor, talvez até supérfluo. Já na primeira observação das coisas o senhor teria apreendido a forma do que é essencial, e com as suas primeiras experiências o grande estilo se teria … Continuar a ler

Friedrich Schiller e Fernando Pessoa

«(…) Ficavam alguns anos para trás os dias em que Pessoa tentara traduzir um pequeno poema de Schiller, quando, precisamente no ano de 1913, o aspirante a tradutor de alemão elabora uma lista de 26 títulos, encabeçada “Anthologia”, em que o único autor alemão elencado é Schiller, com o poema “O Sino”. Tratar-se-á de um dos muitos projectos editoriais … Continuar a ler

O Estado estético

(em português-br) “No Estado estético, todos – mesmo o que é instrumento servil – são cidadãos livres que têm os mesmos direitos que o mais nobre, e o entendimento, que submete violentamente a massa dócil a seus fins, tem aqui de pedir-lhe assentimento. No reino da aparência estética, portanto, realiza-se o Ideal da igualdade, que … Continuar a ler

A liberdade política e civil

(em português-br) “A liberdade política e civil continua a ser sempre e eternamente o bem mais sagrado, o objetivo mais digno de todos os esforços e o centro de toda cultura – mas só se vai realizar esta construção gloriosa em cima do fundamento sólido do caráter enobrecido; teremos assim que começar a criar cidadãos … Continuar a ler

“Esta inclinação da razão de se unir com o sensível chama-se amor”…

(em português-br) «A liberdade no fenômeno desperta não apenas o prazer pelo objeto, como também inclinação pelo mesmo; esta inclinação da razão de se unir com o sensível chama-se amor. Contemplamos o belo propriamente não com respeito, mas com amor; excluída a beleza humana, que, no entanto, encerra em si a expressão da eticidade como … Continuar a ler

«Existe uma educação para a saúde, uma educação do pensamento, uma educação para a moralidade, uma educação para o gosto e a beleza»

(em português-br) «Todas as coisas que de algum modo possam ocorrer no fenômeno são pensáveis sob quatro relações diferentes. Uma coisa pode referir-se imediatamente a nosso estado sensível (nossa existência e bem-estar); esta é sua índole física. Ea pode, também, eferir-se a nosso entendimento, possibilitando-nos conhecimento: esta é sua índole lógica. Ela pode, ainda referir-se … Continuar a ler

Frases. Schiller.

«Pela beleza, o homem sensível é conduzido à forma e ao pensamento; pela beleza, o homem espiritual é reconduzido à matéria e entregue de volta ao mundo.»   Friedrich Schiller (1759-1805)

An Die Freude (Ode To Joy) W/ Lyrics by Friedrich Schiller / Ode à alegria, poema de Friedrich Schiller (em inglês)

An Die Freude (Ode To Joy) W/ Lyrics by Friedrich Schiller/ Ode à alegria, poema de Friedrich Schiller (em inglês)

Plenitude helénica.

 «Naqueles dias do belo despertar das forças espirituais, os sentidos e o espírito não tinham ainda domínios rigorosamente separados; a discórdia não havia incitado ainda a divisão belicosa e a demarcação das fronteiras. A poesia não cortejara a espirituosidade, nem a especulação se rebaixara pelo sofisma. Podiam, se necessário, trocar os seus misteres, pois as … Continuar a ler

Schiller. Harmonia helénica. Desencanto do monoteísmo.

  «Para adorar um entre todos, teve que perecer Este mundo de deuses. Triste, procuro-te no arco-íris, a ti, Selene.  Não te encontro mais. Grito, através das ondas, das florestas, E só um eco vazio me responde!   Friedrich Schiller (1759-1805)

Schiller. Impulso formal e impulso sensível.

(em português-br) «Quando domina o impulso formal, reina o princípio universal da espécie, impõem-se os juízos universais da ciência, as normas universais da humanidade. Já onde domina o impulso sensível (material), reina a inclinação subjetiva e variável, o sentimento particular e passageiro.» Friedrich Schiller (1759-1805)