Os "Lusíadas", de Camões, em inglês…

“O português é uma língua resistente. Suas guturais fazem-no como que o membro eslavo da família das línguas românicas. Na ausência, ademais, de uma tradução adequada para o inglês dos Lusíadas, de Camões, essa grande epopeia de um império trágico e conquistador, para a maioria de nós a literatura portuguesa (que inclui, naturalmente, a do … Continuar a ler

Que grandes escrituras que deixaram!

Os Lusíadas . Canto V . 23 . “Se os antigos filósofos, que andaram Tantas terras, por ver segredos delas, As maravilhas que eu passei, passaram, A tão diversos ventos dando as velas, Que grandes escrituras que deixaram! Que influição de signos e de estrelas! Que estranhezas, que grandes qualidades! E tudo sem mentir, puras … Continuar a ler

XIX – 72

LUSÍADAS Canto Nono . 72 – As Ninfas no Banho . Outros, por outra parte, vão topar Com as Deusas despidas, que se lavam: Elas começam súbito a gritar, Como que assalto tal não esperavam. Umas, fingindo menos estimar A vergonha que a força, se lançavam Nuas por entre o mato, aos olhos dando O … Continuar a ler

engenho humano

Na esteira do dia 8: . X, 80 «Vês aqui a grande máquina do Mundo, Etérea e elemental, que fabricada Assi foi do Saber, alto e profundo, Que é sem princípio e meta limitada. Quem cerca em derredor este rotundo Globo e sua superfícia tão limada, É Deus: mas o que é Deus, ninguém o … Continuar a ler

antárctico

          141 – ( Patagônia. Estreito de Magalhães )  «Dês que passar a via mais que meia Que ao Antártico Pólo vai da Linha, Düa estatura quási giganteia Homens verá, da terra ali vizinha; E mais avante o Estreito que se arreia Co nome dele agora, o qual caminha Pera outro mar e terra que … Continuar a ler

Pelo "ponente"… o Oriente!…

138 – ( Fernão de Magalhães ) «Eis aqui as novas partes do Oriente Que vós outros agora ao mundo dais, Abrindo a porta ao vasto mar patente, Que com tão forte peito navegais. Mas é também razão que, no Ponente, Dum Lusitano um feito inda vejais, Que, de seu Rei mostrando-se agravado, Caminho há-de … Continuar a ler

Entre tormentas tristes e bonanças…

                             . . Daqui fomos cortando muitos dias, Entre tormentas tristes e bonanças, No largo mar fazendo novas vias, Só conduzidos de árduas esperanças, Co mar um tempo andamos em porfias, Que, como tudo nele são mudanças, Corrente nele achamos tão possante, Que passar não deixava por diante                                                                                                    Os Lusíadas (V, 66)