O ponto em que duvidamos de nós e da nossa dúvida

Livro do Desassosego composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa  (Fragmentos) 149 .“Não é fácil distinguir o homem dos animais, não há critério seguro para distinguir o homem dos animais. As vidas humanas decorrem da mesma íntima inconsciência que as vidas dos animais. As mesmas leis profundas, que regem de fora os … Continuar a ler

"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho."

Bernardo Soares In.: Livro do Desassossego Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje – tantas vezes e em … Continuar a ler

Na falta de saber

De Bernardo Soares (ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa) Fragmentos 87.  “Na falta de saber, escrevo; e uso os grandes termos da Verdade alheios conforme as exigências da emoção. Se a emoção é clara e fatal, falo, naturalmente, dos deuses e assim a enquadro numa consciência do mundo múltiplo. Se a emoção é profunda, … Continuar a ler

individualidade verdadeira

composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa (Fragmentos) 39. “Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o que sente e o que vê.” “E, por fim, tenho sono, porque, não sei porquê, acho que o … Continuar a ler

A consciência da inconsciência da vida

“A consciência da inconsciência da vida é o mais antigo imposto à inteligência.”   Bernardo Soares Do Livro do Desassossego Fernando Pessoa (1888-1935)

há também uma erudição da sensibilidade

Do Livro do Desassossego composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa (Fragmentos) 138. . “Há uma erudição do conhecimento, que é propriamente o que se chama erudição, e há uma erudição do entendimento, que é o que se chama cultura. Mas há também uma erudição da sensibilidade.” .  “Condillac começa o … Continuar a ler

espiral

Bernardo Soares (Fragmentos) 117. . “A  maioria da gente enferma de não saber dizer o que vê e o que pensa. Dizem que não há nada mais difícil do que definir em palavras uma espiral: é preciso, dizem, fazer no ar, com a mão sem literatura, o gesto, ascendentemente enrolado em ordem, com que aquela … Continuar a ler

contra-estímulo

  composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa (Fragmentos) 49. . “O isolamento talhou-me à sua imagem e semelhança. A presença de outra pessoa – de uma só pessoa que seja – atrasa-me imediatamente o pensamento, e, ao passo que no homem normal o contacto com outrem é um estímulo para … Continuar a ler

vácuo do mundo

composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa (Fragmentos) 125 . “Arcaram os vossos argonautas com monstros e medos. Também, na viagem do meu pensamento, tive monstros e medos com que arcar. No caminho para o abismo abstracto, que está no fundo das coisas, há horrores, que passar, que os homens do … Continuar a ler

Nunca amamos alguém

Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa . (Fragmentos) . ” Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso – em suma, é a nós mesmos – que amamos. . Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos … Continuar a ler

"grito clandestino"

. (Fragmentos) Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa . “Há em olhos humanos, ainda que litográficos, uma coisa terrível: o aviso inevitável da consciência, o grito clandestino de haver alma.” . “Sinto um frio de doença súbita na alma” . Fernando Pessoa (1888-1935)

"pátria língua"

(…) “Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. «Fabricou Salomão um palácio…» E fui lendo, … Continuar a ler

Faz hoje anos que nasceu Fernando Pessoa…

Aniversário! Faz precisamente hoje – 13 de Junho de 2005 – 117 anos que nasceu Fernando Pessoa. Fernando António Nogueira Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888 às 3 horas e 20 minutos da tarde, no quarto andar esquerdo do n.º 4 do Largo de São Carlos em Lisboa.     (Fragmentos) Livro de desassossego … Continuar a ler

Universo: Bernardo Soares

“Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu.” composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa Do Livro do Desassossego Fernando Pessoa

literatura…

Do Livro do Desassossego Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa (Fragmentos) 116. “A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.”

mais humano…

composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa (Fragmentos) 125. “Arcaram os vossos argonautas com monstros e medos. Também, na viagem do meu pensamento, tive monstros e medos com que arcar. No caminho para o abismo abstracto, que está no fundo das coisas, há horrores, que passar, que os homens do mundo … Continuar a ler

desassossego

composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa (Fragmentos) 63. “Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual. A minha vaidade são algumas páginas, uns trechos, certas dúvidas… Releio? Menti! Não ouso reler. Não posso reler. De … Continuar a ler