Movimento eterno

“Anaximandro de Mileto [610- 546 a.C] atribui ao infinito o ´eterno movimento, pelo qual o infinito gera o cosmos, o abarca e governa`” Aristóteles (384 – 322 a.C.) In.: Física, III   “Além disso, ele diz, que o movimento, no qual nascem os céus, é eterno” (Hipólito, Refutações, 1, 6,2). Aristóteles (384 – 322 a.C.) … Continuar a ler

o discernimento não tem o primado sobre a sabedoria filosófica…

“Mas apesar disto o discernimento não tem o primado sobre a sabedoria filosófica, isto é, sobre a parte mais elevada de nosso intelecto, da mesma forma que a arte da medicina não tem o primado sobre a saúde, mas se esforça para que ela exista; ela emite ordens, então no interesse da saúde, mas não … Continuar a ler

o metafísico

Na matemática geometrizada grega antiga, já se abstraem conceitos das figuras concretas, e desses, conclusões independentes, como na teoria das proporções de Eudoxo. . Reflectindo sobre o que há de universal na matemática, em “Metafísica”, Aristóteles (384 a. C.- 322 a. C.) afirma que o matemático contempla aquilo que existe por abstracção, em que vê … Continuar a ler

a fim de salvaguardar a verdade

“Seria melhor, talvez, considerar o bem universal e discutir a fundo o que se entende por isso, embora tal investigação nos seja dificultada pela amizade que nos une àqueles que introduziram as Ideias. No entanto, os mais ajuizados dirão que é preferível e que é mesmo nosso dever destruir o que mais de perto nos … Continuar a ler

dotado de discernimento

“…enquanto os jovens se tornam geómetras, ou matemáticos, ou sábios em matérias do mesmo género, não parece possível que um jovem seja dotado de discernimento. A razão disso é que este tipo de sabedoria não se relaciona apenas com os universais, mas também com os factos particulares; estes se tornam mais conhecidos graças à experiência, … Continuar a ler

um animal para o qual a convivência é natural…

“Outra questão muito debatida é saber se uma pessoa feliz necessita ou não de amigos. Diz-se que as pessoas sumamente felizes e auto-suficientes não necessitam de amigos, pois elas já têm as coisas boas e portanto, sendo auto-suficientes, não necessitam de qualquer outra coisa, ao passo que a função de um amigo, que é um … Continuar a ler

nada do que existe por natureza pode ser alterado pelo hábito…

“É evidente, portanto, que nenhuma das várias formas de excelência moral se constitui em nós por natureza, pois nada do que existe por natureza pode ser alterado pelo hábito. . Por exemplo, a pedra, que por natureza se move para baixo, não pode ser habituada a mover-se para cima, ainda que alguém tente habituá-la jogando-a … Continuar a ler

geração e corrupção absolutas…

“Há alguma coisa permanente; e o contrário não é permanente; ocorre, portanto, um terceiro termo além dos contrários, a saber, a matéria. Se pois os movimentos são de quatro espécies, conforme a substância, ou a qualidade, ou quantidade, ou o lugar (sendo o movimento segundo a substância a geração e a corrupção absolutas, a mudança … Continuar a ler

grandeza

“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.” * Aristóteles (384 a.C.- 322 a.C.)

uma disposição amistosa…

“Quando as pessoas são amigas não têm necessidade de justiça, enquanto mesmo quando são justas elas necessitam da amizade; considera-se que a mais autêntica forma de justiça é uma disposição amistosa. E a amizade não é somente necessária; ela também é nobilitante, pois louvamos as pessoas amigas de seus amigos, e pensamos que uma das … Continuar a ler

o mundo existe desde sempre…

A teoria das causas Aristóteles (384 a.C.- 322 a.C.) . O conhecimento é o conhecimento das causas – a causa material (aquilo de que uma coisa é feita), a causa formal (aquilo que faz com que uma coisa seja o que é), a causa eficiente (a que transforma a matéria) e a causa final (o … Continuar a ler

a natureza da felicidade

“Mas sem dúvida que a identificação da felicidade e do Soberano Bem aparece como uma coisa a respeito da qual todos estão de acordo; o que desejamos agora, é que digamos mais claramente qual é a natureza da felicidade. Talvez pudéssemos aí chegar se determinássemos a função do homem. . (…) O simples facto de … Continuar a ler

meio-termo (mesotês)

Para Aristóteles (384 a.C.- 322 a.C.), a excelência moral não é emoção ou faculdade, mas disposição da alma – exactamente uma disposição para escolher o meio-termo. Por meio-termo Aristóteles quer “significar aquilo que é equidistante em relação a cada um dos extremos, e que é o único e o mesmo em relação atodos os homens”. … Continuar a ler

O homem é um animal político.

É sabido que em Aristóteles (384 a. C.- 322 a. C.) toda associação humana, desde a família até à forma mais suprema de associação, se estabelece “segundo leis da natureza”. O homem é um animal político. Aristóteles diz “a cidade ou estado tem prioridade sobre qualquer indivíduo entre nós. Pois o todo tem de ter prioridade … Continuar a ler

…por havê-las efectivamente praticado…

“… em relação a todas as faculdades que nos vêm por natureza recebemos primeiro a potencialidade, e, somente mais tarde exibimos a actividade (isto é claro no caso dos sentidos, pois não foi por ver repetidamente ou repetidamente ouvir que adquirimos estes sentidos; ao contrário, já os tínhamos antes de começar a usufruí-los, e não … Continuar a ler

Frases, excelência

“Somos o que repetidamente fazemos.   A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito.” * Aristóteles (384 a. C.- 322 a. C.)

uma multiplicidade de recordações…

“Os animais são por natureza dotados de sensação, mas nalguns deles esta não chega a transformar-se em memória, enquanto noutros isso acontece. (…) É da memória que provém para os homens a experiência: com efeito, uma multiplicidade de recordações da mesma coisa chega a constituir finalmente uma única experiência; e a experiência parece ser mais … Continuar a ler

desejo, escolha, acção…

“A causa da acção – a eficiente, não a causa do fim – é a escolha e a causa da escolha é o desejo e o raciocínio é dirigido a um fim ” . Aristóteles (384 a. C.- 322 a. C.) In. Ética a Nicomaco

as dez categorias do ser

Aristóteles (384 a. C.- 322 a. C.) afirma uma concepção analógica do ser, que exprime: o ser tem vários sentidos. As diversas acepções nas quais o ser pode ser tomado podem ser reunidas sob a forma de dez categorias, quais sejam: substância, acidente, quantidade, qualidade, relação, espaço, tempo, posição, estado e paixão. . A ciência … Continuar a ler

conforme à virtude

“Se a felicidade é actividade conforme à virtude, é bem razoável que seja conforme  à virtude mais excelente; esta será a virtude daquilo que em nós há de melhor. Logo, é o pensamento, ou outra coisa que ordena e dirige e tem inteligência das coisas belas e divinas; a sua actividade, quando conforme à virtude … Continuar a ler