"A raça é mais uma entre as funções da cultura"

“Durantetodooséculo XIX e a primeira metade do século XX, perguntámo-nossea raça influenciava a cultura e de que maneiras. Depois de se veri­ficar que o problema posto deste modo era insolúvel, apercebemo-nos agora que as coisas se desenvolvem num outro sentido: são as formas de cultura que os homens adoptam aqui e além, as suas maneiras … Continuar a ler

Chief Seattle’s Response

Chief Seattle’s Response

"…a verdadeira regra de ouro do estado de sociedade"

” ‘Você não percebe que casando com a irmã de outro homem e outro homem casando com a sua irmã, você terá pelo menos dois cunhados, ao passo que se se casar com a sua própria irmã você não terá cunhado algum? Com quem é que você irá caçar, com quem irá plantar, quem irá … Continuar a ler

Claude Lévi-Strauss define mito (Claude Lévi-Strauss définit le mythe)

Uma família não poderia existir sem existir a sociedade

“O que diferencia verdadeiramente o mundo humano do mundo animal é que na humanidade uma família não poderia existir sem existir a sociedade, isto é, uma pluralidade de famílias dispostas a reconhecer que existem outros laços para além dos consanguíneos e que o processo natural de descendência só pode levar-se a cabo através do processo … Continuar a ler

Índios Yanomani

Leis gerais de parentesco e fonologia

“(…) como os fonemas, os termos de parentesco são elementos de significação; corno eles, não adquirem esta significação a não ser com a condição de participar de um sistema; como os sistemas fonológicos, os sistemas de parentesco são elaborações do espírito ao nível do pensamento inconsciente; por fim, a repetição de formas de parentesco e … Continuar a ler

Um sentido para as configurações muito diferentes

“O antropólogo é o astrónomo das ciências sociais: ele está encarregado de descobrir um sentido para as configurações muito diferentes, por sua ordem de grandeza e seu afastamento, das que estão imediatamente próximas do observador. O sábio não é o homem que fornece as verdadeiras respostas; é quem faz as verdadeiras perguntas. Meu único desejo … Continuar a ler

Ideias preconcebidas /antropologia

“Conhecer bem a teoria científica e estar a par de suas últimas descobertas não significa estar sobrecarregado de ideias preconcebidas. Se um homem parte numa expedição decidido a provar certas hipóteses e é incapaz de mudar os seus pontos de vista constantemente, abandonando-os sem hesitar ante a pressão da evidência, sem dúvida o seu trabalho … Continuar a ler

A capacidade dos antropólogos de nos fazerem levar a sério as suas palavras

«A capacidade dos antropólogos de nos fazerem levar a sério as suas palavras tem menos a ver com a observação factual ou  com um certo ar de elegância conceptual do que com a capacidade de nos convencerem de que o que dizem é o resultado de haverem realmente penetrado (…) em outra forma  de vida, … Continuar a ler

A tradição

“(…) a tomada de consciência contemporânea (antropológica, psicanalítica, etc.) de que a tradição, que se tinha relegado para um passado totalmente acabado, julgando assim expulsá-la, permanece e volta nas presentes práticas e ideologias. O morto contínua assolapado na actualidade, assedia-a e determina-a. Nunca mais se acaba de o matar ou de o exorcizar. Semelhante verificação, … Continuar a ler

Possuir uma identidade cultural

“Possuir uma identidade cultural (…) é estar primordialmente em contacto com um núcleo imutável e atemporal, ligando ao passado o futuro e o presente numa linha ininterrupta. Esse cordão umbilical é o que chamamos de tradição, cujo teste é o da sua fidelidade às origens, a sua presença consciente diante de si mesma, a sua … Continuar a ler

O mito: produto de uma imaginação partilhada

Há diferença (…) [entre simbólico e o imaginário] mas não posso fazer uma exegese de Lacan [1901-1981] e Lévi-Strauss [n.1908] – o que seria muito difícil, mas emprego a palavra simbólico, no sentido empregado por Lévi-Strauss (…) um sistema de relações: o primeiro é a linguagem que implica os indivíduos em si. Acho que classicamente … Continuar a ler

Um inventário de possibilidades inconscientes

“Assim, a etnologia não pode permanecer indiferente aos processos históricos e às expressões mais altamente conscientes dos fenómenos sociais. Mas se ela lhes dá a mesma atenção apaixonada que o historiador é para chegar, por uma espécie de marcha regressiva, a eliminar tudo o que deve ao acontecimento e à reflexão. Sua finalidade é atingir, … Continuar a ler

O pensamento é mais que a manipulação mecânica de símbolos abstractos

“O pensamento é corporal, ou seja, as estruturas usadas para montar o nosso sistema conceptual surgem da experiência do corpo e fazem sentido a partir dela; além disso, o cerne do nosso sistema conceptual acha-se directamente enraizado na percepção, no movimento corporal e em experiências de natureza física e social. (…) O pensamento apresenta uma … Continuar a ler

Guerras preventivas. Competição/cooperação.

“(…) como somos uma espécie social, as armadilhas hobbesianas lançam mais comummente grupos contra grupos. A união faz a força, e assim os humanos ligados pelos genes que têm em comum ou por promessas recíprocas formam coligações para se proteger. . Infelizmente, a lógica da armadilha hobbesiana implica que a união também faça o perigo, … Continuar a ler