Estudo de Almada Negreiros

José Sobral de Almada Negreiros (1893-1970) Primeiro estudo para a decoração do proscénio do Teatro Muñoz Seca de Madrid (1929)

Ricardo Reis por Almada e "Aqui, Neera, longe"

  Ricardo Reis, pormenor do mural de Almada Negreiros  na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1958). //   De formação clássica, “pagão por carácter”, segue Caeiro no amor da vida rústica, junto da natureza. Mas, enquanto o Mestre, menos culto e complicado é (ou pretende ser) um homem franco, alegre, Reis é um ressentido … Continuar a ler

Morram! PIM!

ULTIMATUM FUTURISTA ÀS GERAÇÕES PORTUGUESAS DO SÉC. XXI   Acabemos com este maelstrom de chá morno! Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação! Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos! Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar! Rejeitem o … Continuar a ler

"O Número" por Almada Negreiros

«O Número» 1958 Tribunal de Contas de Lisboa  Almada Negreiros (1893 – 1970) . 1. Pormenor esquerdo de «O Número» No lado esquerdo podemos observar as «descobertas» de Almada que marcaram a sua vocação aritmológica: o vaso de Suse, o pormenor do friso do palácio de Cnossos (ao qual se refere em Mito, Alegoria e … Continuar a ler

Almada Negreiros, a pintura, a escrita…

  Acrobatas Almada Negreiros (1893-1970) *** (…) “frio frio azul transparente e frio (bis) no branco das casas brancas de manhã azul a desmaiar e empalidecer pra branco e frio nas pernas nuas plo monte acima a acordar e as cabras oblíquas pra cima  a mexer a subir na relva parada nas pedras quietas e sol … Continuar a ler

Nau catarineta

a nau catarineta almada negreiros  NEVOEIRO Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, Define com perfil e ser Este fulgor baço da terra Que é Portugal a entristecer– Brilho sem luz e sem arder, Como o que o fogofátuo encerra. Ninguém sabe que coisa quere. Ninguém conhece que alma tem, Nem o que é … Continuar a ler

José de Almada Negreiros

     Auto-retrato/ Almada Negreiros A flor  Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas, umas numa direcção, outras noutra; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais … Continuar a ler