Fernando Tordo

Rosa de Hiroshima – Vinicius de Moraes

Rosa de Hiroshima – Vinicius de Moraes 06 – 08 – 1945   The news on this day 

Chico Buarque. Na carreira

Chico Buarque. Na carreira

Fotografia de Mallarmé – de Ferreira Gullar

Fotografia de Mallarmé é uma foto premeditada como um crime basta reparar no arranjo das roupas os cabelos a barba tudo adrede preparado – um gesto e a manta equilibrada sobre os ombros cairá – e especialmente a mão com a caneta detida acima da folha em branco: tudo à espera da eternidade sabe-se: após … Continuar a ler

Um poema de Antonio Cisneros

Cuatro Boleros Maroqueros 1. Con las últimas lluvias te largaste y entonces yo creí que para la casa mas aburrida del suburbio no habrian primaveras ni otoños ni inviernos ni veranos. Pero no. Las estaciones se cumplieran como estaban previstas en cualquier almanaque Y la dueña de la casa y el cartero no me volvieron … Continuar a ler

Friedrich Schiller e Fernando Pessoa

«(…) Ficavam alguns anos para trás os dias em que Pessoa tentara traduzir um pequeno poema de Schiller, quando, precisamente no ano de 1913, o aspirante a tradutor de alemão elabora uma lista de 26 títulos, encabeçada “Anthologia”, em que o único autor alemão elencado é Schiller, com o poema “O Sino”. Tratar-se-á de um dos muitos projectos editoriais … Continuar a ler

An Die Freude (Ode To Joy) W/ Lyrics by Friedrich Schiller / Ode à alegria, poema de Friedrich Schiller (em inglês)

An Die Freude (Ode To Joy) W/ Lyrics by Friedrich Schiller/ Ode à alegria, poema de Friedrich Schiller (em inglês)

Schiller. Harmonia helénica. Desencanto do monoteísmo.

  «Para adorar um entre todos, teve que perecer Este mundo de deuses. Triste, procuro-te no arco-íris, a ti, Selene.  Não te encontro mais. Grito, através das ondas, das florestas, E só um eco vazio me responde!   Friedrich Schiller (1759-1805)

The times they are a-changin’ (´Os tempos estão a mudar`)

                                                                                                          click pic you tube Come gather ’round people Wherever you roam And admit that the waters Around you have grown And accept it that soon You’ll be drenched to the bone If your time to you is worth savin’ Then you better start swimmin’ or you’ll sink like a stone For the times they are … Continuar a ler

Broadway Melody of 1974

Broadway Melody of 1974 Echoes of the Broadway Everglades, With her mythical madonnas still walking in their shades: Lenny Bruce, declares a truce and plays his other hand. Marshall McLuhan, casual viewin’, head buried in the sand. Sirens on the rooftops wailing, but there’s no ship sailing. Groucho, with his movies trailing, stands alone with … Continuar a ler

Interlúdico…Gracias a la Vida – Elis Regina

Elis Regina   Gracias a la Vida

Interlúdico / Rui Veloso

Do meu vagar – Rui Veloso / Carlos Tê

Somos o tempo

Carlos Drummond de Andrade: «A CHAVE»

A CHAVE Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 1902 – Rio de Janeiro, 1987) In: O Corpo, 1984   E de repente o resumo de tudo é uma chave. A chave de uma porta que não abre para o interior desabitado no solo que inexiste, mas a chave existe. Aperto-a duramente para ela sentir que estou … Continuar a ler

«Change» by Boris Pasternak

.                                    …  Change   I used to glorify the poor, Not simply lofty views expressing: Their lives alone, I felt, were true, Devoid of pomp and window-dressing. No stranger to the manor house, Its finery and lordly tenor, I was a friend of down-and-outs, And shunned the idly sponging manner. For choosing friendship in the … Continuar a ler

Um Adeus Português / Alexandre O’Neill

Um Adeus Português Nos teus olhos altamente perigosos  vigora ainda o mais rigoroso amor  a luz dos ombros pura e a sombra  duma angústia já purificada Não tu não podias ficar presa comigo  à roda em que apodreço  apodrecemos a esta pata ensanguentada que vacila  quase medita e avança mugindo pelo túnel  de uma velha … Continuar a ler

Chief Seattle’s Response

Chief Seattle’s Response

Interlúdio (Clarice Lispector)

.                              . Dá-me a tua mão Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia, … Continuar a ler

Soneto 133

 O tempo acaba o ano, o mês e a hora, a força, a arte, a manha, a fortaleza; o tempo acaba a fama e a riqueza, o tempo o mesmo tempo de si chora. O tempo busca e acaba o onde mora qualquer ingratidão, qualquer dureza; mas não pode acabar minha tristeza, enquanto não quiserdes … Continuar a ler

Esplanada / Manuel António Pina

Esplanada (1991) Naquele tempo falavas muito de perfeição, da prosa dos versos irregulares onde cantam os sentimentos irregulares. Envelhecemos todos, tu, eu e a discussão, agora lês saramagos & coisas assim e eu já não fico a ouvir-te como antigamente olhando as tuas pernas que subiam lentamente até um sítio escuro dentro de mim. O … Continuar a ler