A "socialização" das perdas

(Em português-br)

A forma pela qual as crises vêm sendo administradas, com intervenções ad hoc provendo liquidez extra aos mercados financeiros, bem demonstra a socialização das perdas e correspondentes efeitos deletérios sobre a estabilidade do sistema. Na medida em que a desregulação das finanças agrava a instabilidade, os governos acabam obrigados a assegurar a qualidade da moeda como bem público, por meio de vários expedientes de auxílio a bancos em crise e, ao exercerem o papel de ‘emprestador de última instância’, reforçam a instabilidade. Podendo contar com auxílio praticamente automático do governo em caso de falência, os bancos se vêm liberados para adotarem estratégias ousadas, posto que, na eventualidade de ocorrerem perdas, estas são ‘socializadas’. Esse ‘risco moral’ bem demonstra os potenciais custos sociais decorrentes de um processo de desregulação bancária combinado à disposição das autoridades em conter crises.

José Rubens Damas Garlipp

In: AURI SACRA FAMES / MARX, KEYNES E POLANYI E A RIQUEZA NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO

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