A circunstancialidade de John Keynes

“Tomamos como dados [na Teoria Geral] a capacidade e a quantidade de mão-de-obra disponível, a qualidade e quantidade do equipamento disponível, o estado da técnica, o grau de concorrência (…). Isso não significa que suponhamos constantes tais factores, mas simplesmente que, neste instante e neste contexto, nos abstemos de analisar ou mesmo de levar em … Continuar a ler

"Uma queda dos salários leva a um declínio do emprego"

“Um aumento salarial, reflectindo um aumento do poder sindical, leva – contrariamente aos preceitos da economia clássica – a um acréscimo do emprego. E, inversamente, uma queda dos salários, reflectindo o enfraquecimento do poder sindical, leva a um declínio do emprego. A fraqueza dos sindicatos numa depressão económica, representada pela permissão de cortes de salários, … Continuar a ler

Uma União Monetária. A proposta de Keynes.

“A proposta é estabelecer uma União Monetária (…) União de Compensações Internacional, baseada na moeda bancária internacional (…) bancor (…) Os Bancos Centrais dos países-membros (…) deveriam manter contas com a União de Compensações Internacional (…) A ideia consiste (…) em generalizar o princípio essencial do sistema bancário (…) igualdade de créditos e débitos. Se … Continuar a ler

Abordagens do conhecimento científico

“Em todas as áreas do conhecimento científico podemos distinguir, de um lado, uma abordagem reducionista, que visa reduzir um fenómeno complexo a simples regularidades, um tempo irreversível a um tempo reversível, a dinâmica ao equilíbrio, a instabilidade à estabilidade, as mudanças estruturais à invariabilidade estrutural e, de outro lado, uma abordagem alternativa não reducionista segundo … Continuar a ler

Implicações geopolíticas da crise financeira por Paul Krugman

Medir as motivações humanas em larga escala

“(…) Ainda que seja verdadeiro que o ‘dinheiro’ ou o ‘poder geral de compra’ ou o ‘controlo sobre a riqueza material’ sejam o centro ao redor do qual a ciência económica se agrupa (…); isto ocorre não pelo facto de o dinheiro ou a riqueza material serem vistos como o objectivo principal do esforço humano, … Continuar a ler

Elinor Ostrom. Economia: confiança e cooperação.

A poupança é um mero resíduo…

  “(…) a poupança, de facto, é um mero resíduo. As decisões de consumir e as decisões de investir é que determinam, conjuntamente, as receitas. Supondo que as decisões de investir se efectivem, é forçoso que elas ou restrinjam o consumo ou ampliem a receita. Deste modo, nenhum acto de investir pode evitar que o … Continuar a ler

A finalidade principal do Treatise

“Podemos descrever o Treatise como um livro de economia clássica, baseado em duas importantes e bem conhecidas teorias. Estas teorias são: a dos ciclos económicos, que faz das flutuações dos investimentos o primeiro motor do sistema capitalista, tal como o afirmam Tungan Baranovsky, Spiethoff, Schumpeter, Robertson; e a teoria de que a taxa de juros … Continuar a ler

Aquilo que no passado foi tomado como evidência

“É notório que uma hipótese não precise de ser verdadeira para ser útil na condução da investigação. Um exame do progresso histórico de qualquer ciência mostrará que o mesmo vale para os ‘factos’: daquilo que no passado foi tomado como evidência. Eles foram úteis, não por terem sido verdadeiros ou falsos, mas porque, quando constituiram … Continuar a ler

A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda – John Keynes

“O objectivo deste título [A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda] é contrastar a natureza dos meus argumentos e suas conclusões com os da teoria clássica, na qual me formei, que domina o pensamento económico, tanto prático quanto teórico (…), tal como vem acontecendo nos últimos cem anos. Argumentarei que os postulados … Continuar a ler

Falar do capitalismo…

“Poderá chegar o dia em que estaremos mais esclarecidos do que agora ao falar do capitalismo como uma técnica eficiente ou ineficiente, ou ao falar dele como algo desejável ou censurável. Da minha parte acho que, sabiamente administrado, o capitalismo pode tornar-se mais eficiente, para atingir objectivos económicos, do que qualquer sistema alternativo conhecido, mas, … Continuar a ler

O processo de desenvolvimento da ciência

             “O processo de desenvolvimento [da ciência] é um processo de evolução a partir de um início primitivo – cujos estágios sucessivos se caracterizam por uma compreensão sempre mais refinada e detalhada da natureza. Mas nada do que foi ou será dito o transforma num processo em direcção a algo.” Thomas Samuel Kuhn (1922-1996), físico … Continuar a ler

Xangai à noite

Uma socialização algo ampla dos investimentos…

“O Estado deverá exercer uma influência orientadora sobre a propensão a consumir, em parte através de seu sistema de tributação, em parte por meio da fixação da taxa de juros e, em parte, talvez, recorrendo a outras medidas. […] Eu entendo, portanto, que uma socialização algo ampla dos investimentos será o único meio de assegurar … Continuar a ler

A moderação pelo Estado

“Se os acréscimos de juros acumulados crescessem ilimitadamente por gerações e gerações metade da população seria escrava da outra metade. E o facto de que o Estado, em tempo de guerra, tenha mais facilidade para pedir emprestado do que para taxar não deve permitir que o contribuinte seja escravizado ao portador de títulos. Aos que … Continuar a ler

Comunidades portuguesas em Ayuttaya e cidades vizinhas (mapa)

click pic Comunidades portuguesas em Ayuttaya e cidades vizinhas (mapa)

Comunidades portuguesas em Ayuttaya e cidades vizinhas (em inglês)

Alguns postulados de Keynes

“Não é verdade que os indivíduos possuem uma ‘liberdade natural’ prescritível nas suas actividades económicas. Não existe um contrato que confira direitos perpétuos aos que já os têm ou aos que os adquirem. O mundo não é de forma alguma governado pela Providência de modo a que sempre coincidam o interesse particular e social… Não … Continuar a ler

Os males económicos

“Muitos dos maiores males económicos de nossa época são frutos do risco, da incerteza e da ignorância. É porque indivíduos particulares, afortunados na sua situação ou aptidões, são capazes de se aproveitar da incerteza e da ignorância, e também porque, pela mesma razão, grandes negócios constituem frequentemente uma lotaria, que surgem as grandes desigualdades de … Continuar a ler