Conhecer a relevância das emoções nos processos de raciocínio

“Conhecer a relevância das emoções nos processos de raciocínio não significa que a razão seja menos importante do que as emoções, que deva ser relegada para segundo plano ou deva ser menos cultivada. Pelo contrário, ao verificarmos a função alargada das emoções, é possível realçar seus efeitos positivos e reduzir seu potencial negativo. Em particular, … Continuar a ler

Interacção com o mundo

“A mente é organizada em módulos ou órgãos mentais, cada qual com um design especializado que faz desse módulo um perito numa das áreas de interacção com o mundo. A lógica básica dos módulos é especificada pelo nosso programa genético.”  Steven Pinker (n. 1954)

A razão humana não depende de um único centro cerebral

“ (…) a razão humana não depende de um único centro cerebral, mas de vários sistemas cerebrais que funcionam de forma concentrada ao longo de muitos níveis de organização neuronal. Tanto as regiões cerebrais de “alto nível” como as de “baixo nível”, desde os córtices pré-frontais até o hipotálamo e tronco cerebral, cooperam umas com … Continuar a ler

Richards Dawkins sobre a moral

 . Richards Dawkins sobre a moral

Não existe sinal de evolução convergente

“Muitas habilidades mentais humanas são exclusiva da nossa espécie, mas a evolução é oportunista e imparcial; ela não faz discriminação entre as espécies. Se as nossas capacidades únicas podem ser explicadas por algum benefício para a sobrevivência, é sempre possível perguntar porque é que a evolução não conferiu esse mesmo benefício a muitas outras espécies. … Continuar a ler

A transmissão cultural

“A transmissão cultural inclui coisas como um filhote de passarinho imitar o canto típico da espécie cantado por seus pais, filhotes de rato comerem apenas os alimentos comidos por suas mães, formigas localizarem comida seguindo os rastos de feromónio dos co-espécimes, jovens chimpanzés aprenderem as práticas de uso de ferramentas dos adultos com quem convivem, … Continuar a ler

A verdade e o poder

“(…) a verdade, posto que impotente é sempre perdedora em choque frontal com o poder, possui uma força que lhe é própria: o que quer que possam idear aqueles que detêm o poder, eles são incapazes de descobrir ou inventar um substituto viável para ela. A persuasão e a violência podem destruir a verdade, mas … Continuar a ler

Os estados modernos

“Os estados modernos não são os marcos de referência primordiais dentro dos quais se leva a cabo o desenvolvimento histórico. De maneira mais útil eles poderiam ser considerados como grupos de instituições sociais dentro da economia-mundo capitalista, sendo este o marco dentro do qual, e a partir do qual, podemos analisar as estruturas, as conjunturas … Continuar a ler

A nova descoberta dos social-democratas

“Os social-democratas suecos descobriram [após a década de 1930, com o modelo keynesiano] que o desemprego podia ser reduzido e a economia inteira revigorada se o Estado instaurasse políticas anti-cíclicas, permitindo défices para financiar obras públicas produtivas durante as depressões e saldando as dívidas nos períodos de expansão. A sociedade não estava à mercê dos caprichos … Continuar a ler

Relação entre democracia e liberalismo

“(…) a relação entre democracia e liberalismo: hoje, estamos habituados a usar a expressão liberal-democracia que até nos esquecemos que os liberais puros, desde o inicio do século, sempre consideraram a democracia (e, imaginem, a simples democracia formal), como uma estrada aberta em direcção à perda de liberdade, à revolta das massas contra as elites, … Continuar a ler

Orquídea (pormenor)

 .                                                                                              Orquídea (pormenor)     In.: “algures na Rede“

Uma transformação do pensamento

“Não podemos produzir por decreto a reforma necessária, porque ela está inscrita no próprio curso da história; pensemos na passagemdo paradigma ptolemaico ao coperniciano. Tal reforma consiste em passar para um paradigma de religação, conjunção, implicação mútua e distinção. Ela pressupõe uma mudança no ensino, que por sua vez implica uma transformação do pensamento. É … Continuar a ler

Possuir uma identidade cultural

“Possuir uma identidade cultural (…) é estar primordialmente em contacto com um núcleo imutável e atemporal, ligando ao passado o futuro e o presente numa linha ininterrupta. Esse cordão umbilical é o que chamamos de tradição, cujo teste é o da sua fidelidade às origens, a sua presença consciente diante de si mesma, a sua … Continuar a ler

Uma invasão da cultura no campo natural

“A vida sexual é duplamente exterior ao grupo. Em primeiro lugar, expressa no máximo grau a natureza animal do homem, atestando mesmo, no seio da humanidade, a mais específica sobrevivência dos instintos; segundo, as suas finalidades são transcendentes, já que tendem a satisfazer desejos individuais enquanto tendências da espécie, que também vão além das finalidades … Continuar a ler

Raramente um ser humano é totalmente bom ou mau

«(…) o carácter de uma pessoa (…) só de forma inadequada pode ser classificado como ‘bom’ ou ‘mau’. Raramente um ser humano é totalmente bom ou mau; via de regra é ‘bom’ em relação a determinada coisa e ‘mau’ em relação a outra, ou ‘bom’ em certas circunstâncias externas e em outras indiscutivelmente ‘mau’.»  Sigmund  Freud … Continuar a ler

A solenidade com que se fala do sexo

“Se o sexo é reprimido, isto é, fadado à proibição, à inexistência e ao mutismo, o simples facto de falar dele e da sua repressão toma um ar de transgressão deliberada. Quem emprega essa linguagem, coloca-se, até certo ponto, fora do alcance do poder, confunde a lei, antecipa, no mínimo, a liberdade futura. Daí essa … Continuar a ler

O mito: produto de uma imaginação partilhada

Há diferença (…) [entre simbólico e o imaginário] mas não posso fazer uma exegese de Lacan [1901-1981] e Lévi-Strauss [n.1908] – o que seria muito difícil, mas emprego a palavra simbólico, no sentido empregado por Lévi-Strauss (…) um sistema de relações: o primeiro é a linguagem que implica os indivíduos em si. Acho que classicamente … Continuar a ler

A mitologia e a linguagem

“(…) a mitologia tenta recuperar, sob as inocências da vida relacional mais ingénua, a profunda alienação que essas  inocências têm por função camuflar. Esse desvendar de uma alienação é, portanto, um acto político: baseada numa concepção responsável de linguagem, a mitologia postula, deste modo, a liberdade dessa linguagem.” Roland Barthes (1915-1980)

Um inventário de possibilidades inconscientes

“Assim, a etnologia não pode permanecer indiferente aos processos históricos e às expressões mais altamente conscientes dos fenómenos sociais. Mas se ela lhes dá a mesma atenção apaixonada que o historiador é para chegar, por uma espécie de marcha regressiva, a eliminar tudo o que deve ao acontecimento e à reflexão. Sua finalidade é atingir, … Continuar a ler

A crise do parlamentarismo

“Ainda que o bolchevismo seja contido e o fascismo debelado, a crise do parlamentarismo não será facilmente superada no mundo. Pois ela não nasceu do poder de seus adversários; ela os precedeu e continuará após eles. Essa crise resulta das consequências da moderna democracia de massas, e a sua razão última reside na oposição entre … Continuar a ler