O alimento da consciência individual

“A consciência não pode derivar directamente da natureza, como tentaram e ainda tentam mostrar o materialismo mecanicista ingénuo e a psicologia contemporânea (sob suas diferentes formas: biológica, behaviorista etc.).

(…) A consciência adquire forma e existência nos signos criados por um grupo organizado no curso de suas relações sociais. Os signos são o alimento da consciência individual, a matéria de seus desenvolvimentos, e ela reflecte a sua lógica e suas leis.

A lógica da consciência é a lógica da comunicação ideológica, da interacção semiótica de um grupo social. Se privarmos a consciência de seu conteúdo semiótico e ideológico, não sobra nada. A imagem, a palavra, o gesto significante etc. constituem seu único  abrigo.

Fora desse material, há apenas o simples acto fisiológico, não esclarecido pela consciência, desprovido do sentido que os signos lhe conferem.”

Mikhail Bakhtin (1895-1975), 1995, p. 35-36).

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