A experiência erótica

“A experiência erótica é uma das que revelam aos seres humanos, da maneira mais pungente, a ambiguidade da sua condição; nela eles se sentem como carne e como espírito, como o outro e como sujeito. É para a mulher que esse conflito assume o carácter mais dramático, porque ela se apreende inicialmente como objecto, porque … Continuar a ler

A realidade humana

“Ter por ideal o ser das coisas não será confessar ao mesmo tempo que esse ser não pertence à realidade humana e o princípio de identidade, longe de ser um axioma universalmente universal, não passa de princípio sintético que desfruta de universalidade apenas regional? Assim, para que conceitos de má-fé possam iludir, ainda que por … Continuar a ler

Da tranquilidade ao caos. Do caos à ordem.

“(…) O sistema transita de trajectórias que parecem expansões tranquilas para ciclos aparentemente bem comportados   para trajectórias temporais cuja melhor descrição é caótica. Ademais, um tipo de comportamento aparecerá e desaparecerá, i.e., ordem e tranquilidade darão lugar a caos ou turbulência apenas para serem sucedidos novamente por um período em que a ordem ´reaparece`.“ (Minsky, … Continuar a ler

Entre as moradas dos ancestrais

“Nós certamente aprendemos a amar as nossas velhas cidades, mas o que nos toca nelas é uma parede romana que faz parte de um albergue, ou uma casa na qual Cervantes morou, ou a praça dos Vosges, ou a Prefeitura de Rouen. Nós amamos cidades-museus – e todas as nossas cidades são um pouco como … Continuar a ler

Escravos de algum economista já falecido…

“… as ideias dos economistas e dos filósofos políticos, tanto quando estão certos como  quando estão errados, são muito mais poderosas do que normalmente se imagina. Na verdade, o mundo é governado quase exclusivamente por elas. Homens práticos, que se julgam imunes a quaisquer influências intelectuais, geralmente são escravos de algum economista já falecido.” John … Continuar a ler

É preciso que eu capte a minha liberdade

“Para que a minha liberdade se angustie a propósito deste livro que escrevo, é preciso que este livro apareça na sua relação comigo, quer dizer, é preciso que eu descubra, de um lado, a minha essência enquanto aquilo que eu fui (eu fui “querer escrever este livro”, eu o concebi, eu acreditei que poderia ser … Continuar a ler

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Rodeado por um corpo verbal

“O falante está situado na linguagem, investido pelas palavras; são os prolongamentos dos seus sentidos, as suas pinças, as suas antenas, os seus óculos; ele manipula-as  a partir de dentro, sente-as como sente o corpo, está rodeado por um corpo verbal do qual mal tem consciência e que prolonga a sua acção sobre o mundo.” … Continuar a ler

Entre a prostituição e a arte

“Houve sempre entre a prostituição e a arte uma passagem incerta, em virtude de se associarem de maneira equívoca a beleza e a volúpia; na verdade não é a Beleza que engendra o desejo; mas a teoria platónica do amor propõe hipócritas justificações para a lubricidade. Frineia desnudando o seio oferece ao areópago a contemplação … Continuar a ler

Um ponto final nas discussões sobre «querer» e «poder»

“(…) não diremos que um prisioneiro é sempre livre para sair da prisão, o que seria absurdo, nem tampouco que é sempre livre para desejar sua libertação, o que seria um truísmo irrelevante, mas sim que é sempre livre para tentar escapar (ou fazer-se libertar) – ou seja, qualquer que seja a sua condição, ele … Continuar a ler

O mundo da publicidade. A publicidade no mundo.

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Na falta de me abster, eu escolhi-a…

“Assim, não há acidentes  na vida; um evento social que explode de súbito e me arrasta consigo não provém de fora; se sou mobilizado para uma guerra, esta guerra é a minha guerra, é feita à minha imagem e eu mereço-a. Eu mereço-a à partida porque poderia sempre livrar-me dela, pelo suicídio ou pela deserção: esses possíveis derradeiros … Continuar a ler

Epipsychidion, arte japonesa

 .   .                             Epipsychidio                            Izumi Ayaki

O outro não pode agir sobre o meu ser…

“(…) o surgimento ou abolição do outro não me afectaria mais em meu ser do que um Em-si pode ser afectado pela aparição ou desaparição de outro Em-si. Por conseguinte, a partir do momento que o outro não pode agir sobre o meu ser por meio do seu ser, o único modo como pode revelar-se … Continuar a ler

A mulher permanece mais encerrada na sua história individual

“(…)´A mulher é o que dela faz o marido`, diz Balzac; mas diz o contrário algumas páginas adiante. No terreno da abstracção e da lógica, a mulher resigna-se amiúde a aceitar a autoridade masculina; mas quando se trata de ideias, de hábitos que a interessam realmente, ela opõe-lhe uma tenacidade matreira. A influência da infância … Continuar a ler

Tal é o princípio do existencialismo

“O homem é, não só como ele se concebe, mas como ele quer ser; e como ele se concebe diante  da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência, o homem não é mais do que o que ele faz de si mesmo. Tal é o princípio do existencialismo. É também a … Continuar a ler

Arte japonesa – Yoshitoshi

 . Tsukioka Yoshitoshi (1838-1892) Uma mulher salvando a nação [pormenor] (1886)

O caminho da interioridade passa pelo outro

“Longe de o problema do outro se colocar a partir do cogito, é, ao contrário, a existência do outro que torna o cogito possível, como o momento abstracto em que o eu se apreende como objecto. Assim, o “momento” que Hegel nomeia como o ser para o outro é um estádio necessário da consciência de … Continuar a ler

O fim supremo da mulher

“A relação dos pais com os filhos, como a relação da mulher com o marido, deveria ser livremente desejada. Nem sequer é verdade que o filho seja para a mulher uma realização privilegiada; diz-se de bom grado que uma mulher é coquete, amorosa, lésbica, ambiciosa por “não ter filhos”; a sua vida sexual, os seus … Continuar a ler

Simplesmente estar presente

“O essencial é a contingência. O que quero dizer é que, por definição, a existência não é a necessidade. Existir é simplesmente estar presente (…) A contingência não é uma ilusão, uma aparência que se pode dissipar; é o absoluto, por conseguinte a gratuidade perfeita. Tudo é gratuito: esse jardim, essa cidade e eu próprio.” … Continuar a ler