Personalidade do mês de Setembro de 2008: Bertrand Russell

“Nunca fui pacifista total nem outra coisa qualquer total. Entendo que um acto deve ser julgado bom ou mau pelas consequências que produz; o acto bom é o que entre todos os actos possíveis dá maior saldo entre as boas e as más consequências. As normas gerais, tais como ‘Não roubar’ e ´Não matar’ são … Continuar a ler

Os valores que cada um encontra…

“É preciso notar que cada projecto ético, o projecto da liberdade de cada um, surge no meio de uma situação que já está assinalada eticamente; as escolhas, as preferências, as valorizações já vêm de trás e cristalizam-se nos valores que cada um encontra ao acordar para a vida consciente” Paul Ricoeur (1913-2005)  ____________  Entre as … Continuar a ler

Richard Feynman / entrevista

Richard Feynman / entrevista

Uma conversa que já começou

“(…) toda a interpretação coloca o intérprete in medias res e nunca no início ou no fim. Nós surgimos, de certo modo, a meio de uma conversa que já começou e na qual tentamos orientar-nos, a fim de podermos também fornecer-lhe o nosso contributo” Paul Ricoeur (1913-2005)

Os "Lusíadas", de Camões, em inglês…

“O português é uma língua resistente. Suas guturais fazem-no como que o membro eslavo da família das línguas românicas. Na ausência, ademais, de uma tradução adequada para o inglês dos Lusíadas, de Camões, essa grande epopeia de um império trágico e conquistador, para a maioria de nós a literatura portuguesa (que inclui, naturalmente, a do … Continuar a ler

A mimética textual e literária

[temporalidade e composição narrativa] “[…] imitar ou representar a acção é, primeiro, pré-compreender o que ocorre com o agir humano: com a sua semântica, com a sua simbólica, com a sua temporalidade. É sobre essa pré-compreensão, comum ao poeta e ao seu leitor, que se ergue a tessitura da intriga e, com ela, a mimética … Continuar a ler

Hannah Arendt entrevistada

 . Hannah Arendt entrevistada

A consciência é uma tarefa…

“A consciência não é imediata mas sim mediada; ela não é uma fonte, mas uma tarefa, a tarefa de se tornar mais consciente” Paul Ricoeur (1913-2005)

homenagem em jeito de tríptico

 . homenagem em jeito de tríptico Fernando Pessoa

Compreensão de si

 .   “Não há compreensão de si que não seja mediatizada por signos, símbolos e textos; a compreensão de si coincide, em última análise, com a interpretação aplicada a estes termos mediadores.” Paul Ricoeur (1913-2005) In.: Do texto à acção

Estamos no mundo como qualquer outro animal…

“O signo representa alguma coisa, que não é ele mesmo, para alguém. Isto é, produz nesse alguém um efeito de pensamento ou quase pensamento. Este efeito já é outro signo. Respondemos ao signo com outro signo. Somos presa dessa cadeia infinitada qual não podemos escapar. (…) Estamos no mundo como qualquer outro animal, corpos físicos … Continuar a ler

Pacifismo

“Não se faz ideia de tudo quanto se vai encontrar ao prospectar o império da violência; eis porque uma anatomia da guerra que se gabasse de ter descoberto três ou quatro grossos cordéis, que bastaria cortar para que as marionetes militares caíssem inertes no tabuado do palco, condenaria o pacifismo à superficialidade e à puerilidade” … Continuar a ler

Fases de desenvolvimento humano /S. Freud

[haveria correspondência entre…] “(…) as fases do desenvolvimento da visão humana do universo e as fases do desenvolvimento libidinal do indivíduo. À fase animista corresponderia a narcisista, tanto cronologicamente quanto em seu conteúdo; à fase religiosa corresponderia a fase de escolha de objecto, cuja característica é a ligação da criança com os pais; enquanto que … Continuar a ler

Linguagem IX

“(…) podemos dizer que a linguagem é ela própria o processo pelo qual a experiência privada é feita pública. (…) A exteriorização e a comunicabilidade são uma só e a mesma coisa, porque são apenas esta elevação de uma parte da nossa vida ao logos do discurso. Por ela, a solidão da vida é, por … Continuar a ler

O estranho, em Camus

“(…) se tento alcançar este ´eu` de que me apodero, se tento defini-lo e resumi-lo, ele não é mais do que água a escorrer-me por entre os dedos. Posso desenhar um a um todos os rostos que ele sabe tomar e também todos aqueles que lhes foram dados, a educação, a origem, o ardor ou … Continuar a ler

Ficção e Poética

“Ficção e Poética visam ao ser, mas não mais sob o modo do ser dado, mas sob a maneira do poder-ser. De facto, o que deve ser interpretado num texto é uma proposição de um mundo tal como posso habitá-lo para nele projectar um dos meus possíveis mais próprios” Paul Ricoeur (1913-2005)

Vladímir Putin

 .  Vladímir Vladímirovitch Putin (n. 1952)           in.: “algures na Rede”

O acto de retorno a si

«A reflexão é esse acto de retorno a si pelo qual um sujeito readquire, na certeza intelectual e na responsabilidade moral, o princípio unificador das operações entre as quais ele se dispersa e se esquece como sujeito. “O «eu penso», diz kant, deve poder acompanhar todas as minhas representações”» Paul Ricoeur (1913-2005)

Procurar e esclarecer "o sentido"

“(…) o conceito da probabilidade ou da incerteza não se pode aplicar aos actos doadores de sentido, que constituem a filosofia. Trata-se, sim, de posições que conferem a todas as asserções o seu sentido como algo de pura e simplesmente último. Ou temos este sentido, e então sabemos o que se quer dizer com as … Continuar a ler

O primeiro gesto é confiar em si mesmo

“Não temos nenhuma maneira radical de sabermos se estamos diante de uma lembrança verdadeira ou de uma construção pois só podemos recorrer à certeza interior, e ninguém nos pode contestar isto. A não ser que, quando se trata de um facto exterior, uma outra testemunha se oponha a nós. Mas esta outra testemunha procederá da … Continuar a ler