A coerência que reina

“A coerência da sociedade do espectáculo tem, duma certa maneira, dado razão aos revolucionários, visto que se tornou claro que nela não pode reformar-se o mais pequeno detalhe sem desfazer o conjunto. Mas, ao mesmo tempo, esta coerência suprimiu toda a tendência revolucionária organizada suprimindo os terrenos sociais onde ela tinha podido, mais ou menos bem, exprimir-se: do sindicalismo aos jornais, da cidade aos livros. Num mesmo movimento pôs-se a claro a incompetência e a irreflexão de que esta tendência era naturalmente portadora. E no plano individual, a coerência que reina é bem capaz de eliminar, ou comprar, certas excepções eventuais.”

Guy Debord (1931-1994)

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