A maioria

“a vontade do povo significa na prática a vontade da parte mais numerosa ou mais activa do povo – a maioria, ou aqueles que conseguem fazer-se aceitos como maioria; em consequência o povo pode desejar oprimir uma parte da sua totalidade, tornando-se necessárias precauções contra essa atitude bem como qualquer outro abuso do poder” John … Continuar a ler

"O sempre irreparável rio dos anos"…

Elegia Sem que ninguém o saiba, nem o espelho, ele chorou umas lágrimas humanas. Não pode suspeitar que comemoram todas as coisas que merecem lágrimas: a beleza de Helena, que não viu, o sempre irreparável rio dos anos, a mão de Jesus Cristo no madeiro de Roma, as velhas cinzas de Cartago, o rouxinol dos … Continuar a ler

"Harajuku girls"

Moda Harajuku     Toquio/Japão                              In.: “algures na Rede”

A liberdade de Bakunin

“O povo, neste sistema, será eterno estudante e pupilo. Apesar da sua soberania, totalmente fictícia, ele continuará a servir de instrumento a pensamentos e vontades, e consequentemente também a interesses que não serão os seus. Entre esta situação e o que chamamos de liberdade, a única verdadeira liberdade, há um abismo. Será sob novas formas, … Continuar a ler

"Portanto, lançai-o ao fogo"…

“As ciências religiosas ou teológicas, enquanto visam a provar a existência de Deus e a imortalidade das almas, compõem-se em parte de raciocínios baseados em factos particulares e, em parte, de raciocínios baseados em factos gerais. Fundam-se sobre a razão, na medida em que se apoiam na experiência. Mas seu melhor e mais sólido funda­mentoé … Continuar a ler

Cinematógrafo

No dia 28 de Dezembro de 1895, faz hoje 112 anos, era realizada pelos irmãos Lumière, a primeira exibição pública do cinematógrafo, em Paris, no Grand Café, avenida dos Capucines.  A saída os operários da fábrica Lumière: o primeiro filme

Doutor Estranhoamor

. Stiil do filme “Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb “(1964) de  Stanley Kubrick (1928-1999)

Linguagem (I)

“[…] a ideia de que o self e a consciência emergem depois da linguagem e são uma construção directa da linguagem é provavelmente incorrecta. A linguagem não vem do nada […] Se o self e a consciência, por sua vez, nascessem da linguagem, seriam o único exemplo de palavras sem um conceito subjacente […] A … Continuar a ler

Afirmativos e dogmáticos

“Os homens, na sua maioria, são naturalmente inclinados a ser afirmativos e dogmáticos nas suas opiniões; ao verem os objectos apenas de um lado e sem terem nenhuma ideia de qualquer argumento que sirva de contrapeso, atiram-se precipitadamente aos princípios para que se sentem inclinados, e sem indulgência para com os que alimentam sentimentos contrários.” … Continuar a ler

Ilustração japonesa

Yuko Shimizu

O velho argumento do desígnio na Natureza

“Embora eu não pensasse muito sobre a existência de um Deus pessoal até a um período consideravelmente tardio de minha vida, menciono aqui as vagas conclusões às quais fui levado. O velho argumento do desígnio na Natureza, tal como oferecido por Paley, que antes me parecia tão conclusivo, falha, agora que a lei da selecção … Continuar a ler

Poema do Menino Jesus

O guardador de rebanhos – VIII Fernando Pessoa (1888-1935) (Alberto Caeiro) Poema do Menino Jesus Num meio dia de fim de primavera Tive um sonho como uma fotografia Vi Jesus Cristo descer à terra, Veio pela encosta de um monte Tornado outra vez menino, A correr e a rolar-se pela erva E a arrancar flores … Continuar a ler

É Natal!

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Argumentos levan­tados pelos cépticos

“Não é preciso insistir sobre os argumentos mais vulgares levan­tados pelos cépticos em todas as épocas contra a evidência dos sentidos; tais como os que em várias ocasiões derivam da imperfeição e inexa­ctidão dos nossos órgãos: o remo que na água parece quebrado, os vários aspectos dos objectos segundo as suas diferentes distâncias, as imagens … Continuar a ler

Amarcord (1973) de Federico Fellini

. Still do filme Amarcord (1973) de Federico Fellini (1920-1993)

Uma ideia justa e exacta da necessidade

Toda a gente reconhece que a matéria, em todas as suas funções, se acha animada por uma força necessária, e que todo o efeito natural está determinado com exactidão pela energia da sua causa, de tal forma que nenhum outro efeito poderia resultar dela em tais condições particulares. O grau e a direcção de cada … Continuar a ler

Escravos de seu amor-próprio

(…) “Quanto aos conselhos dos reis, eis aproximadamente a sua composição:Uns calam-se por inépcia, e teriam mesmo grande necessidade de ser aconselhados. Outros, são capazes, e sabem que o são; mas partilham sempre do parecer do preopinante, que está em melhores graças, e aplaudem, com entusiasmo, as pobres imbecilidades que este entende desembuchar; esses vis … Continuar a ler

As mentes são como espelhos

“(…) as mentes dos homens são como espelhos umas das outras (…) cada uma reflecte as emoções das demais (…) as paixões, sentimentos e opiniões podem irradiar e reverberar várias vezes” David Hume (1711-1776)

Contas-entes ligados por um fio-memória

(…) Outra vez te revejo, Cidade da minha infância pavorosamente perdida… Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui… Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei, E aqui tornei a voltar, e a voltar E aqui de novo tornei a voltar? Ou somos todos os Eu que estive aqui ou … Continuar a ler

Atomistas

“Esta areia, vista de longe, parece ser um material contínuo, mas de perto é formada de grãos, sendo um material descontínuo. Assim ocorre com todos os materiais do Universo”. Leucipo (460 a.C.-370 a.C.)