Sincronia espontânea

Sincronia espontânea Anúncios

Popper, nem um platónico, nem um hegeliano

“Acompanho os intérpretes de Platão que sustentam serem as Formas ou Ideias platónicas diferentes não só dos corpos e das mentes, mas também das “Ideias da Mente”, isto é, das experiências conscientes e inconscientes: as Formas ou Ideias de Platão constituem um mundo sui generis. Desejo fazer dessa filosofia pluralista o ponto de partida da … Continuar a ler

Há precisamente 16 anos…

Há precisamente 16 anos – em 29 de Agosto de 1991 – na sequência do golpe de estado falhado de 19 a 21 de Agosto, dissolvia-se o Soviete Supremo da URSS após a suspensão das actividades em toda a União do PCUS (Partido Comunista da União Soviética). Terminava assim a organização que tinha dirigido a … Continuar a ler

Um padrão de regularidade

“Nós nascemos com expectativas, com um conhecimento que, apesar de não válido a priori, é psicologicamente ou geneticamente a priori, i.e, anterior a toda a experiência de observação. Uma das mais importantes destas expectativas é a expectativa de encontrar um padrão de regularidade. Está ligada a uma propensão inata para procurar regularidades, ou uma necessidade … Continuar a ler

A industrialização do espírito

“Uma segunda colonização, não mais horizontal, mas vertical, que penetra na grande reserva que é a alma humana. A alma é a Nova África que começa a agitar os circuitos dos cinemas. Um prodigioso sistema nervoso se constituiu no grande corpo planetário: as palavras e imagens saem aos borbotões dos teletipos, das rotativas, das películas, … Continuar a ler

Todas as possibilidades do viver

“…a imaginação, a fantasia (presente nos Mitos e na Literatura) é acima de tudo a actividade criativa na qual podemos encontrar as respostas para todas as perguntas que podem ser respondidas: ela constitui a origem de todas as possibilidades do viver.” Carl G. Jung (1875-1961)                                                                                        Jung

Campo de Papoilas

Campo de Papoilas, Perto de Argenteuil (1873)  Claude Monet (1840-1926)

Obras de Karl Popper

Obras de Karl Popper (1902-1994)em língua portuguesa A sociedade aberta e seus inimigos (2 volumes). São Paulo, EDUSP, 1974. A lógica da pesquisa científica. São Paulo, Cultrix, 1993. O realismo e o objectivo da Ciência (1o volume do pós-escrito à Lógica da descoberta científica). Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1987. O universo aberto – argumentos a … Continuar a ler

O homem é excessivo

O homem é excessivo. As gerações Inúmeras de aves e de insectos, Do jaguar constelado e da serpente, De galhos que se tecem e entretecem, Do café, da areia e das folhas Oprimem as manhãs e nos prenunciam Seu minucioso labirinto inútil. .                Jorge Luis Borges (1899-1986) foi um escritor, poeta e ensaísta argentino … Continuar a ler

Objectividade

“a objectividade da ciência repousa na objectividade do método crítico; a objectividade científica é baseada unicamente numa tradição críticaque, a despeito da resistência, frequentemente torna possível criticar um dogma dominante (…) (…) a objectividade da ciência não é uma matéria dos cientistas individuais, porém, mais propriamente, o resultado social de uma crítica recíproca, da divisão … Continuar a ler

Malaca

* Malaca  1630. In.: “Livro das Plantas das Fortalezas, Cidades e Povoações do Estado da Índia Oriental”

Uma verdade interessante

“Aceitamos, portanto, a ideia de que a função da ciência é a busca da verdade, ou seja, de teorias verdadeiras (embora, como observou Xenófanes, podemos nunca as alcançar ou mesmo não reconhecer a sua veracidade). Enfatizamos, porém, o facto de que a verdade não é o único objectivo da ciência. Procuramos mais do que a … Continuar a ler

Onde Popper e Kuhn divergem

“As teorias não evoluem gradualmente, ajustando-se a factos que sempre estiveram à nossa disposição. Em vez disso, surgem ao mesmo tempo em que os factos aos quais se ajustam, resultando de uma reformulação revolucionáriada tradição científica anterior – uma tradição na qual a relação entre o cientista e a natureza, mediada pelo conhecimento, não era … Continuar a ler

Receita segura

     “A violência, o sexo, o sensacionalismo são os meios a que os produtores de televisão recorrem mais facilmente: é uma receita segura, sempre apta a seduzir o público. E, se este acaba por se cansar, basta aumentar a dose… Recenseou-se um número não negligenciável de casos em que os autores de actos criminosos admitiram … Continuar a ler

Uma teoria simultaneamente falsa e irrefutável

“Escolhi os meus exemplos de um modo que me permite dizer relativamente a cada uma destas cinco teorias, e após cuidadosa ponderação, que estou convencido da sua falsidade. Ou, para pôr a questão em termos mais precisos: eu sou, primeiro que tudo, um indeterminista, em segundo lugar um realista, em terceiro um racionalista. No que … Continuar a ler

As sensações

«As sensações de outro serão para nós um mundo eternamente fechado. Se a sensação a que chamo vermelho é a mesma que aquela a que o meu vizinho também chama vermelho, nós não temos qualquer meio de verificar.» Jules Henri Poincaré (1854 1912) matemático, físico e filósofo da ciência francês.

O crescimento do nosso conhecimento

“(…) o crescimento do nosso conhecimento é o resultado de um processo semelhante ao que Darwin chamou selecção natural, isto é, a selecção natural de hipóteses: o nosso conhecimento consiste, a cada momento, daquelas hipóteses que mostraram a sua aptidão (comparativa) para sobreviver até agora na sua luta pela existência, uma luta de competição que … Continuar a ler

Praia virtualmente deserta

                                                                                                                             Praia virtualmente deserta                   mistificação digital / MR070815

O verdadeiro racionalista

“Porque que é que a simplicidade da linguagem é tão importante para os pensadores iluministas? Porque o verdadeiro pensador iluminista, o verdadeiro racionalista, nunca pretende convencer ninguém a fazer nada. Não, nem sequer deseja convencer ninguém: tem permanentemente consciência de que pode estar errado. Acima de tudo, valoriza demasiado a independência intelectual dos outros para … Continuar a ler

Não tardo, que eu nunca tardo…

Álvaro de Campos Lisbon Revisited (1923) NÃO: Não quero nada. Já disse que não quero nada.  Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.  Não me tragam estéticas! Não me falem em moral!  Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das … Continuar a ler