Setembro 2006 – Personalidade do mês: Émile Durkheim (1858-1917)

Personalidade do mês  Durante este Setembro faremos algumas anotações sobre  Émile Durkheim (1858-1917), filósofo, pedagogo e sociólogo francês. *** “O conjunto de crenças e de sentimentos comuns entre os membros de uma mesma sociedade, forma um sistema determinado que  tem sua vida própria; podemos chamá-la de consciência colectiva ou comum. Sem dúvida, ela não tem … Continuar a ler

de ora em diante abandonado às inteligências mal cultivadas

“Importa, contudo, reconhecer, em princípio, que, sob o regime positivo, a harmonia de nossas concepções se acha necessariamente limitada, até certo ponto, pela obrigação fundamental de sua realidade, isto é, de uma suficiente conformidade com tipos independentes de nós. Em seu cego instinto de ligação, nossa inteligência aspira a poder quase sempre ligar entre si … Continuar a ler

Hiroshima, Agosto 1945

   Hiroshima, Agosto 1945                      In.: “algures na Rede“

Mas oh não se esqueçam!

Rosa de Hiroshima* . Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem … Continuar a ler

Memória (XV)

“A memória colectiva não é só chamamento à permanência de conteúdos factuais ou existenciais […]. Ela está também escrita nos gestos, nos hábitos, e nos costumes dos grupos. Como as tradições orais também as tradições materiais são memória.” “O passado deixou muitos traços, visíveis algumas vezes, e que se percebe também na expressão dos rostos, … Continuar a ler

equilíbrio e a progressão

“Não se pode à primeira vista, desconhecer a aptidão espontânea de semelhante filosofia para estabelecer, de modo directo, a conciliação fundamental, ainda tão vãmente procurada, entre as exigências simultâneas da ordem e do progresso, pois lhe basta, para tal, estender até os fenómenos sociais uma tendência plenamente conforme à sua natureza, e que ela tornou … Continuar a ler

estereograma

Estereograma O objectivo é fazer com que os seus olhos convirjam, de forma descontraída, num ponto a princípio deliberadamente um pouco desfocado que se imagina situado para além do ecrã e como se este funcionasse como um espelho. Uma imagem tridimensional surgirá “dentro” do padrão visionado… A observação requer alguma paciência e possivelmente várias tentativas!

Todos o sabemos

Eminentemente . Naquele minucioso instante Em que talvez tenhamos vivido Simulamos todos um ente Esquecemos quem fomos Perdemos quem podíamos ser E nunca mais o seremos Todos o sabemos . . Renato Cosme (n. 1954) In.: “Onze lapsos” 060126

Física Social

“Em todos os fenómenos sociais percebemos a actuação das leis fisiológicas do indivíduo e, além disso, algo que modifica seus efeitos e que pertence à influência mútua dos indivíduos, singularmente complicada no caso da espécie humana pela influência de gerações sobre seus sucessores. Assim, é claro que a nossa Ciência Social deve emanar da que … Continuar a ler

Europa: alterações da estrutura etária da população

«Os aspectos biológicos, psicológicos, sociais, culturais, tecnológicos, económicos e estruturais do envelhecimento estão estreitamente interligados. Paralelamente, o envelhecimento acontece num contexto sócio-espacial concreto, que, na Europa, se caracteriza por profundos contrastes geográficos, culturais e sociais. Estes dois aspectos — o carácter multidimensional do processo de envelhecimento, bem como as diferentes circunstâncias em que o mesmo … Continuar a ler

Envelhecimento em Portugal

Fonte: INE (Instituto Nacional de Estatística) Envelhecimento em Portugal

Tarte etária

Fonte: INE (Instituto Nacional de Estatística) População em Potugal (Tarte etária)

Distribuição (2005)

Fonte: INE (Instituto Nacional de Estatística) Distribuição da população portuguesa por zonas (2005)

O relógio nas ciências sociais

A noção do universo como relógio deu origem à ideia ao determinismo científico, expresso publicamente pela primeira vez pelo cientista francês Pierre-Simon Laplace (1749-1827). Acreditava-se que a natureza seguia regras fixas que podiam ser descobertas com o uso da razão, como no caso de um relógio. O modelo do relógio nas ciências sociais teve como … Continuar a ler

tempo (XXXVI)

O nosso padrão de medida do tempo, que desde a antiguidade tinha como referência o movimento de rotação da Terra (1 segundo = 1/86.400 de um dia), passou, com o advento dos relógios atómicos em meados do século passado, a ser referenciado no mundo sub-microscópico regido pelas leis quânticas. Em 1967 o segundo foi redefinido … Continuar a ler

tempo (XXXV)

. . . . . . . . . “O tempo veste um traje diferente para cada papel que desempenha no nosso pensamento.” John Wheeler (n. 1911)  

tempo (XXXIV)

Uma outra questão que envolve a noção temporal na mecânica quântica diz respeito aos chamados “efeitos não-locais“, cuja origem histórica pode ser considerada a apresentação do paradoxo de Einstein, Podolsky e Rosen (EPR) em 1935, clímax do famoso debate Einstein-Bohr sobre os fundamentos da teoria quântica. No argumento teórico de EPR, dois sistemas quânticos que … Continuar a ler

Aniversário de Sean Connery

***** Sir Thomas Sean Connery nasceu a 25 de Agosto de 1930 – faz hoje 76 anos! * Biografia/Filmografia

homenagem

In:”algures na Rede” homenagem a Auguste Comte

para se preservar a si mesmo

  Thomas Hobbes (1588-1679) deduz que no estado de natureza o homem tem direito a tudo – o direito de natureza – para se preservar a si mesmo. Hobbes define o que é uma lei de natureza: (…) um preceito ou regra geral estabelecido pela razão, mediante o qual se proíbe a um homem fazer … Continuar a ler