memória (VIII)

“Nossa memória é o repositório de um mundo complexo e imperfeito, criado colectivamente, que não compreendemos e do qual não podemos dar conta. Nela, muito do que gostaríamos de preservar se perdeu; de muito do que preservamos não sabemos a origem, nem queremos preservar. É um emaranhado de coisas obscuras e fugidias fechando algumas poucas clareiras a que nos apegamos. Nela entra o que nos interessa e o que não. É um ambiente sujo de muitas e profundíssimas camadas de sujeira. Quem se move com desprendimento em um lugar como este? De onde nos vêm certas lembranças? O que são? O que há logo ali? O que há no começo da nossa memória? Quem sabe?”

Vitor Ramil  (n.  1962)

 

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