os dedos nocturnos de Mnemósine

O ÂMBAR, O NÉCTAR

Souvent dans l’être obscur habite un Dieu caché”
Nerval

 

Há uma pedra fechada em cada rosto,

uma estrada plana, uma sombra pelo meio,

um rastro iluminado, um espaço em branco,

um vazio de memória

por onde se insinua, em recortes de hera,

o âmbar, o néctar, uma lira frágil,

o aroma das violetas atravessando a noite

(o éter)

numa melodia que evoca

os dedos nocturnos de Mnemósine. 

 

Maria do Sameiro Barroso

 

 

 

 

Maria do Sameiro Barroso, nascida em Braga, a 12 de Maio de 1951,

é poeta, tradutora, ensaísta e investigadora. Licenciada em Filologia

Germânica e em Medicina, tem os seguintes livros de poesia publicados:

O Rubro das Papoilas, Rósea Litania, Mnemósine e Jardins Imperfeitos

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