Universo: Bernardo Soares

“Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu.”

composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa

Do Livro do Desassossego

Fernando Pessoa

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